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Terça-feira, 26 de Maio 2026
Economia

Desemprego no Brasil cai a 5,2% e atinge o menor nível da série histórica

Dados do IBGE mostram mercado de trabalho aquecido, com recorde de ocupação e renda, mesmo sob juros elevados

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Desemprego no Brasil cai a 5,2% e atinge o menor nível da série histórica
Foto: Arquivo/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, alcançando o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e surpreenderam positivamente o mercado, que projetava um índice superior.

O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava taxa de 5,4%, e confirma uma trajetória consistente de fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro ao longo de 2025.

Mais pessoas trabalhando e menos buscando emprego

O levantamento revela que o país chegou a 103,2 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já registrado pela pesquisa. Ao mesmo tempo, o contingente de brasileiros em busca de trabalho caiu para 5,644 milhões, o menor da série.

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Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o desemprego recuou 0,4 ponto percentual. Em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi ainda mais expressiva: 0,9 ponto.

Segundo o IBGE, a redução da taxa reflete a manutenção de um nível elevado de ocupação, o que diminui a pressão por procura de trabalho e sustenta a melhora dos indicadores.

Renda também bate recorde

O avanço do emprego veio acompanhado de ganhos reais de renda. O rendimento médio habitual da população ocupada alcançou R$ 3.574, novo recorde da série, com alta de 1,8% no trimestre e 4,5% na comparação anual, já descontada a inflação.

A massa total de rendimentos somou R$ 363,7 bilhões, impulsionada pela combinação entre maior número de trabalhadores e salários mais elevados — um fator relevante para o consumo e a atividade econômica.

Carteira assinada cresce e informalidade recua

Outro dado de destaque foi o recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões. A taxa de informalidade caiu para 37,7%, abaixo do patamar observado no trimestre anterior.

O setor público também apresentou crescimento no número de ocupados, especialmente nas áreas de educação, saúde e serviços sociais, contribuindo para a expansão do emprego no período.

Juros altos não freiam o mercado de trabalho

Os números reforçam a resiliência do mercado de trabalho mesmo em um cenário de política monetária restritiva. O Banco Central do Brasil mantém a taxa básica de juros em 15% ao ano, no maior nível em duas décadas, como estratégia para conter a inflação e trazê-la à meta de 3%.

Ainda assim, os dados indicam que a atividade econômica tem sido capaz de sustentar a geração de empregos e a elevação da renda.

📌 O que você precisa saber

  • A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2%, a menor desde 2012

  • O número de pessoas ocupadas chegou a 103,2 milhões, recorde histórico

  • A população desempregada recuou para 5,644 milhões, o menor contingente da série

  • O rendimento médio real atingiu R$ 3.574, também um recorde

  • Houve crescimento do emprego com carteira assinada e redução da informalidade

  • O resultado ocorreu mesmo com a Selic em 15% ao ano

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