A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, alcançando o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e surpreenderam positivamente o mercado, que projetava um índice superior.
O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava taxa de 5,4%, e confirma uma trajetória consistente de fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro ao longo de 2025.
Mais pessoas trabalhando e menos buscando emprego
O levantamento revela que o país chegou a 103,2 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já registrado pela pesquisa. Ao mesmo tempo, o contingente de brasileiros em busca de trabalho caiu para 5,644 milhões, o menor da série.
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o desemprego recuou 0,4 ponto percentual. Em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi ainda mais expressiva: 0,9 ponto.
Segundo o IBGE, a redução da taxa reflete a manutenção de um nível elevado de ocupação, o que diminui a pressão por procura de trabalho e sustenta a melhora dos indicadores.
Renda também bate recorde
O avanço do emprego veio acompanhado de ganhos reais de renda. O rendimento médio habitual da população ocupada alcançou R$ 3.574, novo recorde da série, com alta de 1,8% no trimestre e 4,5% na comparação anual, já descontada a inflação.
A massa total de rendimentos somou R$ 363,7 bilhões, impulsionada pela combinação entre maior número de trabalhadores e salários mais elevados — um fator relevante para o consumo e a atividade econômica.
Carteira assinada cresce e informalidade recua
Outro dado de destaque foi o recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões. A taxa de informalidade caiu para 37,7%, abaixo do patamar observado no trimestre anterior.
O setor público também apresentou crescimento no número de ocupados, especialmente nas áreas de educação, saúde e serviços sociais, contribuindo para a expansão do emprego no período.
Juros altos não freiam o mercado de trabalho
Os números reforçam a resiliência do mercado de trabalho mesmo em um cenário de política monetária restritiva. O Banco Central do Brasil mantém a taxa básica de juros em 15% ao ano, no maior nível em duas décadas, como estratégia para conter a inflação e trazê-la à meta de 3%.
Ainda assim, os dados indicam que a atividade econômica tem sido capaz de sustentar a geração de empregos e a elevação da renda.
📌 O que você precisa saber
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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2%, a menor desde 2012
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O número de pessoas ocupadas chegou a 103,2 milhões, recorde histórico
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A população desempregada recuou para 5,644 milhões, o menor contingente da série
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O rendimento médio real atingiu R$ 3.574, também um recorde
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Houve crescimento do emprego com carteira assinada e redução da informalidade
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O resultado ocorreu mesmo com a Selic em 15% ao ano

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