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Quarta-feira, 29 de Abril 2026

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Educação em alerta: deputada denuncia precarização e cobra mudanças urgentes no ES

Dados do Tribunal de Contas revelam alta dependência de contratos temporários e acendem debate sobre qualidade do ensino

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Educação em alerta: deputada denuncia precarização e cobra mudanças urgentes no ES
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A situação dos profissionais da educação no Espírito Santo voltou ao centro do debate político. Durante sessão na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), a deputada Camila Valadão (PSol) fez um alerta sobre a precarização dos vínculos trabalhistas no setor, com base em dados recentes do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES).

O pronunciamento ocorreu nesta terça-feira (28), data em que se celebra o Dia Internacional da Educação, e trouxe à tona desafios estruturais que, segundo a parlamentar, impactam diretamente a qualidade do ensino público.

70% dos profissionais são temporários

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De acordo com o relatório do TCE-ES, cerca de 70% dos trabalhadores da educação na rede estadual possuem contratos temporários. Nos municípios, o índice também chama atenção: 49% dos profissionais estão nessa condição.

Para a deputada, esse cenário fragiliza o sistema educacional, dificultando a continuidade pedagógica e comprometendo a estabilidade das equipes escolares.

“A educação pública precisa avançar não só em estrutura, mas também nas condições de trabalho dos profissionais que estão em sala de aula”, afirmou.

Piso salarial ainda não é realidade em todo o Estado

Outro ponto destacado foi o cumprimento do piso nacional do magistério. Segundo os dados apresentados, apenas 38 dos 78 municípios capixabas seguem a norma federal.

A diferença evidencia desigualdades regionais e reforça a necessidade de políticas públicas mais uniformes para garantir valorização profissional.

Educação especial e evasão preocupam

A parlamentar também chamou atenção para a educação especial, apontando falta de profissionais qualificados como fator de risco para aumento da evasão escolar nesse segmento.

Durante a sessão, o deputado Coronel Welinton (DC) reforçou a preocupação e pediu maior atenção da Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) no cadastramento de alunos junto ao Ministério da Educação (MEC), para evitar falhas no atendimento.

Clima de pressão e adoecimento docente

Além das questões estruturais, Camila Valadão abordou o que classificou como um “problema conjuntural”: o ambiente de pressão enfrentado por professores.

Segundo a deputada, há relatos de perseguição e deslegitimação do trabalho docente, o que contribui para o aumento de casos de esgotamento profissional, incluindo a chamada síndrome de Burnout.

📌 O que você precisa saber
70% dos profissionais da educação no ES são temporários
Nos municípios, índice chega a 49%
Apenas 38 cidades cumprem o piso nacional do magistério
Educação especial enfrenta falta de profissionais
Parlamentares cobram ações da Sedu e do MEC
Debate inclui condições de trabalho e saúde dos professores

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