Revista Conexão

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 27 de Abril 2026

Geral

Nova lei do chocolate redefine mercado e pode valorizar cacau capixaba

Regra aprovada pelo Senado exige mais cacau nos produtos e promete impacto direto na produção e na qualidade

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Nova lei do chocolate redefine mercado e pode valorizar cacau capixaba
DIVULGAÇÃO
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Uma mudança aguardada há anos pelo setor produtivo foi aprovada no Congresso Nacional e deve impactar diretamente a cadeia do cacau no Brasil. O Senado aprovou, no último dia 15 de abril, o projeto que estabelece percentuais mínimos de cacau em produtos derivados, como chocolates e cacau em pó. O texto agora segue para sanção presidencial e terá prazo de 360 dias para entrar em vigor após a publicação.

A medida redefine padrões de qualidade e transparência no mercado, com reflexos diretos para produtores, indústria e consumidores — incluindo o Espírito Santo, que vem ganhando espaço na produção de cacau fino.

O que muda na prática para o chocolate

Publicidade

Leia Também:

A nova legislação estabelece critérios mais rígidos para a composição dos produtos:

Chocolate convencional: mínimo de 35% de sólidos de cacau
Chocolate ao leite: 25% de cacau + 14% de leite
Chocolate branco: 20% de manteiga de cacau + 14% de leite
Chocolate em pó: mínimo de 32% de cacau

Além disso, os rótulos deverão informar claramente o percentual total de cacau, aumentando a transparência para o consumidor.

Outro ponto central é a limitação de gorduras vegetais: apenas até 5% da composição poderá ser de substitutos da manteiga de cacau. Produtos que não atingirem os padrões não poderão ser chamados de chocolate.

Demanda por cacau deve crescer

Para especialistas do setor, a nova regra tende a impulsionar a demanda pela matéria-prima e estimular a produção de maior qualidade.

Segundo André Scampini, secretário executivo da Associação dos Cacauicultores do Espírito Santo (ACAU), a medida representa um avanço para os produtores.

“A aprovação cria uma justiça para o produtor de cacau no Brasil. A tendência é aumentar a demanda e estimular a produção com mais qualidade”, avalia.

Espírito Santo pode ganhar espaço no mercado

Embora ainda seja um produtor emergente, o Espírito Santo tem se destacado na produção de cacau fino e chocolate de origem — segmentos diretamente favorecidos pela nova legislação.

Municípios como Linhares, Colatina e regiões do Norte do estado vêm investindo em qualidade, rastreabilidade e diferenciação, fatores que ganham ainda mais relevância com as novas exigências.

Mercado em crescimento e novas oportunidades

O consumo de chocolate no Brasil também segue em expansão: a presença do produto nos lares passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024, com média de 3,9 quilos por pessoa ao ano.

Com regras mais claras, o setor tende a se reorganizar, abrindo espaço para produtos com maior valor agregado e fortalecendo cadeias produtivas mais qualificadas.

O que você precisa saber
📜 Aprovação: Senado (15 de abril de 2026)
🍫 Mudança principal: mais cacau nos produtos
📊 Exigência: mínimo de 35% no chocolate convencional
⚖️ Regra nova: limite de 5% para gorduras substitutas
🏷️ Rótulo: percentual de cacau obrigatório
🌱 Impacto: aumento da demanda por cacau
📍 ES: destaque para cacau fino e chocolate de origem
⏳ Prazo: 360 dias para adequação

Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Revista Conexão
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR