O Espírito Santo iniciou uma experiência inédita no sistema prisional: o primeiro curso de robótica voltado a pessoas privadas de liberdade. A iniciativa, lançada nesta quinta-feira (14) pela Secretaria da Justiça do Espírito Santo em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo, aposta na tecnologia e na educação como instrumentos de transformação social e ressocialização.
Ao todo, 42 internos participarão da formação, divididos em três turmas.
Robótica entra no sistema prisional capixaba
O curso faz parte da pesquisa de doutorado “Recompilando o Futuro: O Papel da Robótica e da Educação Ambiental na Capacitação de Indivíduos Privados de Liberdade”, desenvolvida pelo professor Fábio Ventorim Siqueira.
A proposta busca integrar:
robótica educacional;
pensamento computacional;
educação ambiental;
programação;
reutilização de materiais recicláveis.
Projeto une tecnologia e sustentabilidade
Durante as aulas, os internos irão aprender conceitos básicos de programação utilizando a plataforma Scratch, linguagem visual baseada em blocos e voltada para iniciantes.
Os alunos também trabalharão com:
motores;
LEDs;
buzzer;
controle remoto via Bluetooth;
montagem de protótipos tecnológicos.
Um dos projetos previstos é a construção de um veículo controlado remotamente, utilizando materiais reaproveitados como PVC, raios de bicicleta e células de bateria.
Educação como caminho de transformação
Segundo a gerente de Educação da Secretaria da Justiça do Espírito Santo, Silvia Garcia, o objetivo vai além da formação técnica.
A iniciativa busca desenvolver:
disciplina;
concentração;
trabalho em equipe;
resolução de problemas;
novas perspectivas de vida.
Sistema prisional amplia políticas de ressocialização
O subsecretário Nelson Merçon destacou que o sistema prisional capixaba vem ampliando ações voltadas à educação e qualificação profissional.
Segundo ele, o curso mostra aos internos que é possível construir novos caminhos por meio do conhecimento.
Curso terá aulas todos os dias
As atividades serão realizadas de segunda a sexta-feira, com carga horária total de 48 horas.
O professor Fábio Ventorim Siqueira ressaltou que a intenção não é formar especialistas em robótica, mas despertar o interesse pela tecnologia e pela aprendizagem.
“O objetivo é mostrar que eles são capazes de aprender, construir projetos e desenvolver soluções mesmo sem conhecimento prévio na área”, explicou.
📌 O que você precisa saber
Espírito Santo lançou primeiro curso de robótica no sistema prisional
Projeto é realizado pela Secretaria da Justiça do Espírito Santo e pelo Instituto Federal do Espírito Santo
42 internos participarão da formação
Curso une robótica, programação e educação ambiental
Alunos aprenderão programação com Scratch e montagem de protótipos
Projeto utiliza materiais recicláveis e tecnologia Bluetooth
Objetivo é fortalecer ressocialização e qualificação profissional

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