O Espírito Santo voltou a ocupar posição de destaque no cenário econômico nacional. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o Estado registrou, em maio, o maior crescimento da atividade econômica entre as 14 unidades da Federação monitoradas pelo Índice de Atividade Econômica Regional (IBC-Br). Na comparação com abril, a economia capixaba avançou 4,4%, resultado que colocou o Espírito Santo na liderança do ranking nacional.
O desempenho foi quase quatro vezes superior ao do segundo colocado, Goiás, que cresceu 1,1%, e confirma o bom momento vivido pela economia capixaba, impulsionada por diferentes setores produtivos.
Espírito Santo lidera ranking nacional
Na série dessazonalizada — que elimina efeitos temporários como férias, feriados e períodos de colheita — o Espírito Santo alcançou 119,7 pontos, o maior crescimento mensal entre os estados acompanhados pelo Banco Central.
Depois do Espírito Santo aparecem Goiás (1,1%), Ceará (1,0%), Paraná (0,9%), Santa Catarina (0,8%), Pernambuco (0,5%) e Minas Gerais (0,5%). Já estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso registraram retração no mesmo período.
O resultado demonstra que a economia capixaba cresceu em ritmo significativamente superior ao restante do país durante o mês de maio.
Melhor desempenho também no trimestre
O bom momento não ficou restrito ao resultado mensal.
Na comparação entre o trimestre encerrado em maio e os três meses anteriores, o Espírito Santo também liderou o crescimento nacional, com avanço de 4,53%.
O desempenho ficou à frente de estados como Rio de Janeiro (2,48%), Amazonas (2,06%), Ceará (1,88%), Pará (1,15%) e Minas Gerais (1,11%), reforçando a consistência da recuperação econômica estadual.
Diversificação fortalece a economia capixaba
Segundo o governador em exercício, Ricardo Ferraço, os números refletem um ambiente econômico fortalecido pela diversificação das atividades produtivas.
De acordo com o governo estadual, a economia do Espírito Santo deixou de depender majoritariamente das receitas provenientes do petróleo e gás. Atualmente, setores como agricultura, indústria, comércio e serviços vêm ampliando sua participação na geração de riqueza, tornando o Estado mais competitivo e resiliente diante das oscilações do mercado.
Essa diversificação também fortalece o ambiente de negócios, estimula investimentos e amplia a geração de emprego e renda.
Colheita do café impulsiona atividade econômica
Outro fator que contribuiu para o resultado foi o início da colheita do café, uma das principais atividades econômicas do Espírito Santo.
Na série observada do IBC-Br, que considera fatores sazonais, o Estado atingiu 164 pontos em maio, um crescimento de 49,1% em relação a abril.
O avanço reflete o impacto positivo da safra cafeeira sobre diversos segmentos da economia, como transporte, logística, comércio, serviços e exportações.
Crescimento supera médias do Sudeste e do Brasil
No acumulado dos 12 meses encerrados em maio, o Espírito Santo apresentou crescimento de 3,9%, o segundo melhor desempenho entre os estados acompanhados pelo Banco Central.
O resultado ficou bem acima da média registrada pela Região Sudeste, de 1,6%, e também superou a média nacional, que foi de 1,4%.
Os indicadores reforçam a posição do Espírito Santo entre as economias mais dinâmicas do país e evidenciam a capacidade do Estado de manter um crescimento consistente em diferentes períodos de análise.
📌 O que você precisa saber
• O Espírito Santo teve o maior crescimento da atividade econômica do Brasil em maio, segundo o Banco Central.
• A economia capixaba avançou 4,4% em relação a abril, liderando o ranking entre os estados monitorados pelo IBC-Br.
• No trimestre encerrado em maio, o Estado também ficou em primeiro lugar, com crescimento de 4,53%.
• Nos últimos 12 meses, a atividade econômica capixaba cresceu 3,9%, acima da média nacional (1,4%) e da Região Sudeste (1,6%).
• A diversificação da economia e o início da colheita do café estão entre os fatores que contribuíram para o desempenho positivo.
• O IBC-Br é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar a evolução da atividade econômica brasileira e serve como sinalizador do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

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