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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
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Super El Niño pode ser o mais intenso dos últimos 150 anos e elevar extremos climáticos no planeta

Estudo aponta 90% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade inédita, com potencial para aumentar ondas de calor, secas, chuvas intensas e novos recordes de temperatura global

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Super El Niño pode ser o mais intenso dos últimos 150 anos e elevar extremos climáticos no planeta
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Um novo estudo climático acendeu o alerta entre cientistas de todo o mundo. Simulações indicam que o El Niño em formação no Oceano Pacífico possui 90% de probabilidade de se tornar o mais intenso desde o início dos registros modernos, há aproximadamente 150 anos.

Caso as projeções se confirmem, o fenômeno poderá impulsionar novos recordes de temperatura global e aumentar a ocorrência de eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta, incluindo reflexos no Brasil.

O que dizem as projeções

A estimativa foi elaborada por pesquisadores da Berkeley Earth, organização internacional dedicada ao estudo do clima, com base em 14 modelos climáticos, e divulgada pela revista científica New Scientist.

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Segundo o levantamento, a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial poderá atingir uma anomalia próxima de 3,6°C acima da média, superando o recorde registrado durante o forte El Niño de 2015/2016, quando o aquecimento chegou a cerca de 2,75°C.

Mesmo os cenários mais conservadores apontam para um episódio acima dos padrões históricos.

Fenômeno pode intensificar eventos extremos

O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Esse aquecimento modifica a circulação atmosférica global, alterando os padrões de chuva, temperatura e ventos em diferentes regiões do planeta.

Segundo os pesquisadores, quando esse processo se soma ao aquecimento global provocado pelas emissões de gases de efeito estufa, cresce a probabilidade de ocorrência de:

  • Ondas de calor mais intensas;
  • Secas prolongadas;
  • Chuvas volumosas;
  • Enchentes;
  • Deslizamentos de terra;
  • Incêndios florestais;
  • Branqueamento de corais.

A intensidade dos impactos varia conforme cada região do mundo.

Brasil também pode sentir os efeitos

Historicamente, o Brasil apresenta respostas diferentes ao El Niño dependendo da localização.

Em geral, o fenômeno favorece chuvas acima da média na Região Sul, enquanto áreas do Norte e do Nordeste costumam enfrentar períodos mais secos.

Especialistas destacam, porém, que a intensidade dos impactos dependerá da evolução do fenômeno nos próximos meses e da interação com outros sistemas atmosféricos.

Recordes de calor podem continuar

Além dos efeitos regionais, o estudo aponta que o planeta poderá registrar novos recordes de temperatura média nos próximos anos.

As projeções indicam que 2027 reúne condições para se tornar o ano mais quente já observado desde o início das medições meteorológicas. Antes disso, 2026 também pode estabelecer novos recordes caso o atual ritmo de aquecimento global seja mantido.

Os pesquisadores ressaltam que a combinação entre um Super El Niño e o avanço das mudanças climáticas coloca o planeta diante de um cenário sem precedentes na história recente das observações meteorológicas.

O que você precisa saber

• Cientistas estimam 90% de chance de o atual El Niño se tornar o mais intenso dos últimos 150 anos.

• O estudo foi elaborado pela Berkeley Earth com base em 14 modelos climáticos e divulgado pela revista científica New Scientist.

• O aquecimento das águas do Pacífico pode superar todos os registros modernos conhecidos.

• O fenômeno pode aumentar a ocorrência de ondas de calor, secas, chuvas intensas, enchentes, incêndios florestais e outros eventos climáticos extremos.

• No Brasil, o El Niño costuma favorecer mais chuva no Sul e períodos mais secos em parte do Norte e Nordeste.

• As projeções indicam que 2026 e, principalmente, 2027 podem registrar novos recordes de temperatura global.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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