Revista Conexão

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 25 de Março 2026

Geral

Estudo aponta que mais de 5 milhões de brasileiros já foram infectados pelo vírus Oropouche

Pesquisa revela subnotificação e alerta para avanço da doença no país

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Estudo aponta que mais de 5 milhões de brasileiros já foram infectados pelo vírus Oropouche
DIVULGAÇÃO
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um estudo conduzido por instituições como a Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual de Campinas aponta que mais de 5,5 milhões de brasileiros já foram infectados pela febre do Oropouche, número muito superior aos casos oficialmente registrados. Os dados indicam que, para cada caso notificado, podem existir até 200 infecções reais.

A doença, transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis — conhecido como maruim ou mosquito-pólvora — já atingiu cerca de 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe entre 1960 e 2025. No Brasil, o avanço recente acende alerta para a expansão da doença, especialmente com a identificação de novos ciclos urbanos de transmissão, antes considerados raros.

Segundo os pesquisadores, a subnotificação está relacionada ao acesso limitado aos serviços de saúde em regiões mais afetadas, além do grande número de casos leves ou assintomáticos, que dificultam o diagnóstico. Outro fator é a semelhança dos sintomas com outras arboviroses, como a dengue, o que pode levar a erros na identificação da doença.

Publicidade

Leia Também:

A pesquisa também revisou o histórico da febre do Oropouche e identificou 32 surtos desde 1955, sendo 19 deles no Brasil. Nos últimos anos, a circulação de uma nova variante do vírus tem contribuído para o aumento dos casos em diferentes regiões, com impacto inclusive em estados fora da Amazônia, como Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Apesar de, na maioria dos casos, a doença apresentar quadro febril leve, há registros de complicações graves, incluindo problemas neurológicos, riscos materno-fetais e até óbitos. Atualmente, não há vacina nem tratamento antiviral específico disponível, o que reforça a importância da vigilância epidemiológica e de medidas de prevenção.

Especialistas alertam que estratégias focadas apenas em mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti, não são suficientes para conter a doença, já que o principal vetor está associado a áreas rurais e de mata.

📌 POS BOX:

  • Estimativa no Brasil: 5,5 milhões de infectados
  • América Latina e Caribe: 9,4 milhões de casos
  • Subnotificação: até 200 casos reais para cada notificado
  • Transmissão: mosquito maruim (Culicoides paraensis)
  • Sintomas: semelhantes à dengue
  • Situação: sem vacina ou antiviral específico
Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Revista Conexão
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR