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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

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Festival Batidas do Mundo leva grandes nomes da percussão ao Cais das Artes, em Vitória

Marcos Suzano Trio, Barbatuques e Negadeza estão entre as atrações do evento gratuito, que acontece nos dias 30 e 31 de janeiro e homenageia o mestre Naná Vasconcelos

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Festival Batidas do Mundo leva grandes nomes da percussão ao Cais das Artes, em Vitória
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VITÓRIA (ES) — A capital capixaba será tomada por ritmos, tambores, palmas e sons ancestrais nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026, com a realização da primeira edição do Festival Batidas do Mundo, no Cais das Artes, na Enseada do Suá. O evento reúne alguns dos maiores nomes da percussão brasileira em uma grande celebração da música, da diversidade cultural e das raízes afro-brasileiras, com entrada gratuita.

Entre as atrações confirmadas estão Marcos Suzano Trio, Barbatuques e Negadeza com o grupo Rala Coco, além de shows de importantes percussionistas em atividade no Espírito Santo, como Edu Szajnbrum, Luccas Martins e Léo de Paula. A programação inclui ainda uma homenagem especial ao mestre Naná Vasconcelos (1944–2016), um dos maiores percussionistas da história da música mundial.

Os ingressos podem ser retirados gratuitamente pelo site www.batidasdomundo.com.br.

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Percussão como linguagem universal

Com curadoria do músico percussionista Marcos Suzano, diretor artístico do Percpan – Festival Panorama Percussivo Mundial, o Festival Batidas do Mundo nasce com a proposta de transformar Vitória em um grande palco para a percussão contemporânea e tradicional.

A idealização do projeto é da produtora cultural Tânia Caju, diretora da Caju Produções, que concebeu o festival após uma viagem a Trinidad e Tobago, onde teve contato direto com a riqueza rítmica do Caribe e de outros continentes.

“A partir daquela experiência, pensei em criar um festival nesse formato em Vitória, em que percussionistas capixabas possam dialogar com músicos de outras regiões do país, numa verdadeira celebração de ritmos e culturas”, explica Tânia.

Primeira noite: homenagens, tradição e experimentação

A abertura do festival acontece na sexta-feira, 30 de janeiro, a partir das 19h30, com uma homenagem ao pernambucano Naná Vasconcelos, eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista Down Beat e vencedor de oito prêmios Grammy. No palco, percussionistas capixabas celebram o legado do artista que revolucionou a percussão mundial e elevou o berimbau ao status de instrumento solista.

Na sequência, o multiartista Luccas Martins apresenta um concerto especial ao lado do Quarteto Zuri, unindo a sonoridade do handpan à música de câmara contemporânea, em uma experiência sensorial que dialoga com as raízes afro-brasileiras.

Um dos nomes mais respeitados da percussão brasileira, Marcos Suzano sobe ao palco com seu trio, apresentando um espetáculo que mistura pesquisa eletrônica, inovação e profunda conexão com a música afro-brasileira — marca de sua trajetória ao lado de artistas como Lenine, Naná Vasconcelos e Vitor Ramil.

Encerrando a primeira noite, a percussionista Negadeza e o grupo Rala Coco celebram a tradição do coco de roda, ritmo nordestino nascido da fusão das culturas africana e indígena. Herdeira direta dessa tradição, Negadeza é neta de Selma do Coco e filha de Aurinha do Coco, referências da cultura popular pernambucana.

Segunda noite: percussão corporal e identidade capixaba

A programação de sábado, 31 de janeiro, começa às 18h30, com o concerto da Camerata Jovem Rochativa, que recebe o multi-instrumentista Edu Szajnbrum, referência nacional no ensino do pandeiro brasileiro e colaborador de artistas como Marisa Monte, Gilberto Gil e Ney Matogrosso.

Na sequência, o percussionista, compositor e professor capixaba Léo de Paula apresenta seu trabalho voltado à música contemporânea de concerto para percussão, acompanhado por seu septeto. Integrante da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e professor do Projeto Vale Música, o artista já se apresentou em países como Holanda, Sérvia, Inglaterra e Estados Unidos.

Um dos momentos mais aguardados do festival será o show do grupo Barbatuques, referência mundial em percussão corporal. Fundado em São Paulo, em 1997, o grupo utiliza o corpo humano como instrumento musical — palmas, batidas no peito, estalos de dedos, sapateados e assovios — em espetáculos que já percorreram mais de 20 países.

O encerramento fica por conta do Bloco Balança Penha, criado no bairro Prainha, em Vila Velha, que mistura grooves de Tim Maia, axé, MPB e a tradição do congo capixaba, levando para o palco a identidade rítmica do Espírito Santo.

Oficinas gratuitas ampliam o alcance do festival

Além dos shows no Cais das Artes, o Festival Batidas do Mundo promove um ciclo de oficinas gratuitas em Vitória, Serra e Cachoeiro de Itapemirim, ampliando o acesso à formação musical e ao contato com mestres da percussão.

As atividades começam no dia 14 de janeiro e seguem até o dia 29 de janeiro, com oficinas de pandeiro, instrumentarte e orquestra de ritmos, voltadas para músicos, estudantes e interessados em geral.

Cultura, formação e valorização da música brasileira

O Festival Batidas do Mundo é uma realização da Caju Produções, viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES). O evento conta com patrocínio do Grupo Águia Branca e da Decolores, além do apoio cultural da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) e da VAM Instrumentos Musicais.

Mais do que um festival, o Batidas do Mundo nasce como um projeto de valorização da música brasileira, da diversidade cultural e da percussão como linguagem universal que conecta povos, histórias e territórios.

🟨 O que você precisa saber

  • Evento: Festival Batidas do Mundo

  • Datas: 30 e 31 de janeiro de 2026

  • Local: Cais das Artes – Enseada do Suá, Vitória (ES)

  • Entrada: Gratuita (retirada de ingressos em www.batidasdomundo.com.br)

  • Atrações: Marcos Suzano Trio, Barbatuques, Negadeza e Rala Coco, Luccas Martins, Léo de Paula, Edu Szajnbrum, Bloco Balança Penha

  • Destaque: Homenagem ao mestre Naná Vasconcelos

  • Realização: Caju Produções

  • Patrocínio: Grupo Águia Branca e Decolores

  • Apoio cultural: OEI e VAM Instrumentos Musicais

  • Proposta: Valorizar a percussão, a música brasileira e a diversidade cultural

📌 Ingressos e inscrições nas oficinas:
www.batidasdomundo.com.br

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