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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

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Iema orienta população sobre como agir ao encontrar animais silvestres em áreas públicas

Instituto reforça que não se deve tocar, alimentar ou tentar manejar animais; casos de risco devem ser comunicados aos órgãos ambientais

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Iema orienta população sobre como agir ao encontrar animais silvestres em áreas públicas
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O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos orienta a população a não interagir com animais silvestres encontrados em praias, praças, Unidades de Conservação, parques e zonas urbanas. Mesmo quando aparentam estar calmos ou habituados à presença humana, esses animais não devem ser tratados como domésticos.

A aproximação excessiva, o toque, a tentativa de alimentar, oferecer água ou até mesmo registrar imagens muito próximas podem causar estresse, alterar o comportamento natural da fauna e representar perigo para as pessoas, já que os animais podem reagir de forma defensiva, com mordidas ou arranhões. A recomendação é manter distância segura, evitar aglomerações e permitir que o animal tenha rota livre para se afastar espontaneamente.

O que fazer em situações de risco

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Se o animal estiver ferido, debilitado ou em situação de perigo, o cidadão deve acionar imediatamente os órgãos competentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Polícia Militar Ambiental do Espírito Santo ou o próprio Iema.

Como medida de segurança, a orientação é:

Permanecer em local protegido;

Se estiver em veículo, acionar o pisca-alerta;

Informar a localização correta da ocorrência;

Não tentar realizar manejo por conta própria, para não agravar a situação.

Interação pode gerar infração ambiental

Além dos riscos à segurança, a interação inadequada com animais silvestres pode caracterizar molestamento, sujeito a sanções administrativas conforme a legislação ambiental. Espécies como a capivara, cada vez mais vistas em áreas urbanas e praias, são protegidas por lei, podem transmitir zoonoses e apresentar comportamento defensivo quando se sentem ameaçadas.

Para o coordenador de Fauna do Iema, Cosme Damião Valim Carvalho, atitudes aparentemente inofensivas já configuram interferência:

“O simples fato de cercar um animal silvestre para fotos ou interação já caracteriza uma interferência no comportamento natural, podendo resultar em situações de risco e configurar infração ambiental”.

Convivência segura

O Iema reforça que a convivência harmoniosa entre pessoas e fauna silvestre depende do respeito aos limites naturais dos animais. Observar à distância é a melhor forma de proteger a população, preservar a vida silvestre e evitar acidentes, conflitos e impactos negativos ao equilíbrio ambiental.

🐾 O que você precisa saber

Não toque, não alimente e não se aproxime de animais silvestres

Mantenha distância e evite aglomerações

Acione Iema, Ibama ou Polícia Ambiental em casos de risco

Interação inadequada pode gerar multa e outras sanções

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