Vitória (ES) — O inventário realizado em cartório pode custar até 54% menos do que o processo judicial no Espírito Santo. Além de mais rápido — cerca de 30 dias contra até quatro anos na Justiça —, o modelo extrajudicial vem sendo apontado como o caminho mais vantajoso para famílias que buscam regularizar a partilha de bens antes da entrada em vigor da nova Reforma Tributária, prevista para 2026.
O levantamento, com base nas tabelas de custas judiciais e dos Tabelionatos de Notas do Estado, indica que em todas as faixas patrimoniais acima de R$ 600 mil, o procedimento feito em cartório é mais econômico.
Nos casos de heranças a partir de R$ 2 milhões, por exemplo, a diferença chega a R$ 10 mil, com custo estimado de R$ 18.870,00 na Justiça e R$ 8.673,31 em cartório.
“Fazer a partilha de bens em cartório é prático, seguro e cada vez mais acessível. Com a digitalização e o aumento da tributação sobre o patrimônio, antecipar esse processo garante tranquilidade e economia às famílias”, explica Carolina Romano, diretora de Tabelionato de Notas do Sinoreg-ES (Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo).
Publicidade
Regulamentação amplia alcance e reduz burocracia
O procedimento extrajudicial ganhou força após a Resolução nº 571/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ampliou as situações em que o inventário pode ser feito fora da Justiça.
Agora, o processo é permitido mesmo em casos com herdeiros menores de idade, testamento válido ou necessidade de venda de bens, desde que haja consenso entre os envolvidos.
Também foi autorizada a nomeação de inventariante por escritura pública, o que centraliza a gestão de documentos e agiliza a tramitação.
Desde a edição da norma, o número de inventários em cartório no Espírito Santo cresceu 22%, passando de 1.214 em 2022 para 1.481 em 2024.
Reforma tributária acende alerta patrimonial
A aprovação da Reforma Tributária no Senado aumenta a atenção das famílias sobre o tema.
Especialistas alertam que a nova tributação sobre heranças e imóveis pode elevar significativamente os custos da transmissão de bens a partir de 2026, estimulando a antecipação de inventários e doações.
Com a combinação de economia direta, agilidade e segurança jurídica, o inventário em cartório se consolida como a alternativa mais eficiente para quem busca planejar a sucessão patrimonial com menor impacto financeiro.
📦 O que você precisa saber
Inventário em cartório: rápido, seguro e até 54% mais barato
💰 Economia comprovada
Em patrimônio acima de R$ 2 milhões, o inventário em cartório custa R$ 8,6 mil, contra R$ 18,8 mil na Justiça — uma diferença de 54%.
⏱️ Tempo de conclusão
Enquanto o processo judicial pode durar até quatro anos, o inventário em cartório é concluído, em média, em 30 dias.
📜 Novas regras (CNJ 571/24)
-
Permite o inventário mesmo com herdeiros menores, testamento ou venda de bens;
-
Autoriza nomeação de inventariante por escritura pública;
-
Exige consenso entre os herdeiros e assistência de advogado.
📈 Crescimento no Estado
Desde 2022, os inventários extrajudiciais aumentaram 22% no Espírito Santo, segundo dados do Sinoreg-ES.
⚠️ Reforma Tributária
Aprovada no Senado, a reforma pode elevar tributos sobre heranças e imóveis a partir de 2026 — antecipar o inventário pode gerar grande economia.
🏛️ Onde fazer
O procedimento é realizado em Tabelionatos de Notas com acompanhamento jurídico e pode ser solicitado presencialmente ou de forma digital.
Procedimento extrajudicial ganha espaço por ser mais rápido, seguro e econômico; reforma tributária pode elevar custos de transmissão de bens a partir de 2026
Por Redação Folha de S.Paulo
Vitória (ES) — O inventário realizado em cartório pode custar até 54% menos do que o processo judicial no Espírito Santo. Além de mais rápido — cerca de 30 dias contra até quatro anos na Justiça —, o modelo extrajudicial vem sendo apontado como o caminho mais vantajoso para famílias que buscam regularizar a partilha de bens antes da entrada em vigor da nova Reforma Tributária, prevista para 2026.
O levantamento, com base nas tabelas de custas judiciais e dos Tabelionatos de Notas do Estado, indica que em todas as faixas patrimoniais acima de R$ 600 mil, o procedimento feito em cartório é mais econômico.
Nos casos de heranças a partir de R$ 2 milhões, por exemplo, a diferença chega a R$ 10 mil, com custo estimado de R$ 18.870,00 na Justiça e R$ 8.673,31 em cartório.
“Fazer a partilha de bens em cartório é prático, seguro e cada vez mais acessível. Com a digitalização e o aumento da tributação sobre o patrimônio, antecipar esse processo garante tranquilidade e economia às famílias”, explica Carolina Romano, diretora de Tabelionato de Notas do Sinoreg-ES (Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo).
Regulamentação amplia alcance e reduz burocracia
O procedimento extrajudicial ganhou força após a Resolução nº 571/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ampliou as situações em que o inventário pode ser feito fora da Justiça.
Agora, o processo é permitido mesmo em casos com herdeiros menores de idade, testamento válido ou necessidade de venda de bens, desde que haja consenso entre os envolvidos.
Também foi autorizada a nomeação de inventariante por escritura pública, o que centraliza a gestão de documentos e agiliza a tramitação.
Desde a edição da norma, o número de inventários em cartório no Espírito Santo cresceu 22%, passando de 1.214 em 2022 para 1.481 em 2024.
Reforma tributária acende alerta patrimonial
A aprovação da Reforma Tributária no Senado aumenta a atenção das famílias sobre o tema.
Especialistas alertam que a nova tributação sobre heranças e imóveis pode elevar significativamente os custos da transmissão de bens a partir de 2026, estimulando a antecipação de inventários e doações.
Com a combinação de economia direta, agilidade e segurança jurídica, o inventário em cartório se consolida como a alternativa mais eficiente para quem busca planejar a sucessão patrimonial com menor impacto financeiro.
📦 O que você precisa saber
Inventário em cartório: rápido, seguro e até 54% mais barato
💰 Economia comprovada
Em patrimônio acima de R$ 2 milhões, o inventário em cartório custa R$ 8,6 mil, contra R$ 18,8 mil na Justiça — uma diferença de 54%.
⏱️ Tempo de conclusão
Enquanto o processo judicial pode durar até quatro anos, o inventário em cartório é concluído, em média, em 30 dias.
📜 Novas regras (CNJ 571/24)
-
Permite o inventário mesmo com herdeiros menores, testamento ou venda de bens;
-
Autoriza nomeação de inventariante por escritura pública;
-
Exige consenso entre os herdeiros e assistência de advogado.
📈 Crescimento no Estado
Desde 2022, os inventários extrajudiciais aumentaram 22% no Espírito Santo, segundo dados do Sinoreg-ES.
⚠️ Reforma Tributária
Aprovada no Senado, a reforma pode elevar tributos sobre heranças e imóveis a partir de 2026 — antecipar o inventário pode gerar grande economia.
🏛️ Onde fazer
O procedimento é realizado em Tabelionatos de Notas com acompanhamento jurídico e pode ser solicitado presencialmente ou de forma digital.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se