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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
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Inverno exige atenção redobrada à saúde respiratória dos cavalos

Poeira, baixa umidade e baias pouco ventiladas podem favorecer problemas respiratórios; tosse, secreção nasal e dificuldade para exercícios estão entre os sinais de alerta

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Inverno exige atenção redobrada à saúde respiratória dos cavalos
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A combinação de temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência dos cavalos em ambientes fechados exige cuidados com a saúde respiratória durante o inverno. Poeira, matéria orgânica e ventilação inadequada podem irritar as vias aéreas e contribuir para o aparecimento ou agravamento de doenças.

Um dos problemas está dentro das próprias baias. Além da poeira proveniente das camas e forragens, a degradação da urina e dos dejetos produz amônia. Quando há pouca circulação de ar, o composto pode se acumular no ambiente e provocar irritação das vias respiratórias.

“As condições ambientais e o manejo exercem influência direta sobre a saúde respiratória dos cavalos. Ambientes com excesso de poeira, ventilação inadequada e acúmulo de matéria orgânica favorecem processos inflamatórios e predispõem às alterações respiratórias”, explica Kauê Ribeiro, coordenador de comunicação técnica da Vetnil.

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Tosse e secreção nasal exigem atenção

Os problemas respiratórios podem afetar cavalos atletas e animais utilizados para trabalho ou lazer. Tosse, secreção nasal, aumento da frequência respiratória e intolerância ao exercício estão entre os sinais que devem ser observados.

Uma das condições que podem atingir os animais é a asma equina, caracterizada por inflamação das vias aéreas inferiores e, em determinados quadros, estreitamento dos brônquios.

O termo abrange condições anteriormente conhecidas como Obstrução Recorrente das Vias Aéreas (ORVA) e Doença Inflamatória das Vias Aéreas (DIVA), atualmente classificadas como asma equina grave e asma equina leve a moderada, respectivamente.

“Trata-se de uma condição respiratória crônica, marcada por inflamação das vias aéreas inferiores e estreitamento dos brônquios, dificultando a passagem do ar, comprometendo a respiração e o desempenho dos animais”, afirma Kauê.

Infecções também podem provocar quadros graves

Rinite e rinotraqueíte também estão entre as afecções respiratórias que merecem atenção. Elas podem ter diferentes causas, incluindo agentes infecciosos e irritantes, e apresentar sintomas como secreção nasal, tosse e febre.

Outra doença é o garrotilho, infecção bacteriana contagiosa provocada pela bactéria Streptococcus equi subsp. equi. Entre os sinais estão febre, secreção nasal e aumento dos linfonodos da cabeça e do pescoço, com possibilidade de formação de abscessos.

Pneumonias e broncopneumonias, por sua vez, atingem o trato respiratório inferior e podem comprometer o funcionamento dos pulmões.

“São quadros potencialmente graves, que podem causar dificuldade respiratória, queda no condicionamento físico, perda de desempenho e podem ser fatais quando não tratados corretamente”, alerta o especialista.

Tratamento depende de avaliação veterinária

A presença de sintomas respiratórios deve ser avaliada por um médico-veterinário. O diagnóstico é necessário para determinar a causa do problema e definir o tratamento adequado.

Dependendo da doença e do quadro clínico, podem ser empregados medicamentos como antibióticos, mucolíticos e broncodilatadores. A indicação e a escolha do medicamento devem ser feitas pelo profissional responsável pelo animal.

Medidas de manejo também têm papel importante na prevenção. Baias devem permanecer limpas, secas e ventiladas, com atenção à qualidade das camas e forragens e à redução da concentração de poeira e matéria orgânica.

Sempre que possível, o acesso a ambientes externos e ventilados ajuda a diminuir a exposição contínua aos irritantes presentes em locais fechados.

O que você precisa saber

Sinais de alerta: tosse, secreção nasal, aumento da frequência respiratória e intolerância ao exercício
Ambiente: poeira, amônia e ventilação inadequada podem irritar as vias respiratórias
Doenças: asma equina, rinite, rinotraqueíte, garrotilho, pneumonia e broncopneumonia estão entre os problemas que exigem atenção
Prevenção: manter baias limpas, secas e ventiladas e utilizar camas e forragens de boa qualidade
Tratamento: medicamentos devem ser utilizados sob orientação de médico-veterinário
Atenção: alterações respiratórias devem ser investigadas, especialmente quando persistentes ou acompanhadas de febre e dificuldade para respirar

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