O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos (União), avaliou que 2026 será um ano de mudanças e transição histórica para o Espírito Santo. A análise foi feita durante a sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos, realizada nesta segunda-feira (2), no Plenário Dirceu Cardoso, que reuniu autoridades dos três Poderes e representantes da sociedade civil.
Em um discurso de tom institucional e histórico, Marcelo afirmou que o momento exige responsabilidade e visão de futuro. “Não estamos apenas iniciando mais um ano legislativo. Estamos atravessando um marco. Decisões feitas agora ecoam por décadas”, declarou, ao lembrar sua trajetória na Casa desde o primeiro mandato, em 2003.
Do Estado em crise ao equilíbrio fiscal
Ao resgatar o passado recente, o presidente recordou o período em que o Espírito Santo enfrentava endividamento, salários atrasados, perda de credibilidade e crise na segurança pública. Segundo ele, a reconstrução não ocorreu por enfrentamentos ideológicos, mas por diálogo, trabalho e responsabilidade institucional.
Marcelo avaliou que o Estado vive hoje um cenário distinto, marcado por equilíbrio fiscal, previsibilidade, ambiente de negócios saudável e segurança jurídica. Para o parlamentar, essa transformação é resultado de escolhas políticas maduras e do fortalecimento das instituições.
Cenário internacional e impactos locais
O discurso também abordou o contexto externo. Marcelo citou a instabilidade geopolítica, a guerra entre Rússia e Ucrânia, a desaceleração da economia alemã, tensões no Oriente Médio e dificuldades enfrentadas pela China. Destacou ainda que mudanças no comércio internacional, como tarifas adotadas pelos Estados Unidos e o acordo Mercosul–União Europeia, afetam diretamente o Brasil e o Espírito Santo.
“Somos um Estado aberto, produtivo e conectado ao mundo. Produzimos, exportamos, movimentamos portos e geramos empregos. O que acontece fora das nossas fronteiras impacta a nossa economia”, afirmou. Para ele, o Espírito Santo atravessa esse cenário com mais estabilidade porque “fez o dever de casa”.
Protagonismo do Legislativo
Outro ponto central foi o papel assumido pela Assembleia nos últimos anos. Marcelo defendeu que o Legislativo capixaba deixou de ser figurante para assumir protagonismo, mantendo independência e diálogo com os demais Poderes.
“Diálogo não é submissão. Independência não é conflito permanente. Quando todos podem falar, o que se ouve é a voz da cidadania”, disse, ao destacar a atuação institucional da Casa.
Eleições e novas lideranças
Ao projetar o ano eleitoral, o presidente avaliou que as eleições de outubro devem abrir espaço para novas lideranças e novos desafios. No sexto mandato como deputado, Marcelo afirmou que encerra um ciclo à frente da Assembleia e que pretende buscar um novo desafio político.
Ele também destacou conquistas da Ales, como o Selo Diamante de Transparência, concedido pela Atricon pelo segundo ano consecutivo, além de programas como Arranjos Produtivos, a Escola de Formação Política para Jovens e o Revisa Ales, voltado à modernização e desburocratização do ordenamento legal.
O que você precisa saber
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🏛 Cenário: 2026 será ano de transição política no Espírito Santo
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🌍 Contexto externo: instabilidade global impacta a economia capixaba
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⚖️ Instituições: fortalecimento institucional é apontado como diferencial do Estado
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🗳 Eleições: outubro deve abrir espaço para novas lideranças
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🔎 Assembleia: Ales é destaque nacional em transparência e protagonismo legislativo

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