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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

Saúde

Miopia dispara entre crianças e acende alerta de saúde pública

Uso excessivo de telas, pouca luz natural e mudanças no estilo de vida impulsionam avanço silencioso do problema visual.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Miopia dispara entre crianças e acende alerta de saúde pública
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A miopia, por muito tempo tratada como um simples erro de refração corrigido com óculos, tornou-se um desafio global de saúde pública. Oftalmologistas classificam o cenário atual como uma “epidemia silenciosa”, diante do crescimento acelerado de casos entre crianças e adolescentes — um fenômeno que preocupa famílias, escolas e profissionais da saúde.

Nas últimas duas décadas, os números mais que dobraram em diversos países. No Brasil, consultórios já registram crianças entre 5 e 10 anos com diagnóstico de miopia, algo raro até o início dos anos 2000. O padrão de vida cada vez mais digital está no centro dessa transformação.

Por que a miopia está aumentando

Especialistas apontam dois fatores principais: uso prolongado de telas e redução drástica do tempo ao ar livre. Tablets, celulares, computadores e videogames passaram a ocupar boa parte da rotina infantil, exigindo esforço visual constante em curta distância.

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“A infância de hoje acontece dentro de casa e diante de telas. Isso altera o desenvolvimento visual e favorece o alongamento do globo ocular, mecanismo diretamente ligado à miopia”, explicam oftalmologistas. A exposição à luz natural, por outro lado, estimula processos biológicos que ajudam a regular o crescimento do olho, funcionando como fator de proteção.

Pandemia acelerou um problema já existente

O período de isolamento social intensificou ainda mais esse quadro. Aulas online, lazer digital e menos atividades externas reduziram significativamente o tempo de exposição ao ar livre. Mesmo após o retorno das aulas presenciais, muitos hábitos permaneceram.

O resultado é uma geração que pisca menos, fixa o olhar por horas em telas próximas e brinca pouco fora de ambientes fechados. “Estamos observando miopias que evoluem muito rápido, com necessidade de troca de óculos a cada seis meses”, relatam especialistas.

Riscos que vão além do uso de óculos

A miopia não impacta apenas o conforto visual. Em graus elevados — acima de 5 —, aumenta o risco de doenças oculares graves, como descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular miópica, que podem comprometer a visão de forma irreversível na vida adulta.

Por isso, o acompanhamento precoce deixou de ser opcional e passou a ser essencial.

Como retardar a progressão da miopia

Hoje, a oftalmologia dispõe de estratégias eficazes para frear a progressão da miopia infantil, entre elas:

  • Colírios de atropina em baixa concentração

  • Lentes de contato específicas para controle da miopia

  • Óculos com tecnologia de defocus, que reduzem o estímulo ao crescimento excessivo do olho

A escolha do método depende da idade, do grau e do ritmo de progressão, sempre com orientação médica especializada.

Prevenção começa em casa e na escola

Para os especialistas, conter o avanço da miopia exige conscientização familiar, apoio escolar e políticas públicas de saúde. As principais recomendações incluem:

  • Pelo menos duas horas diárias ao ar livre

  • Pausas regulares durante o uso de telas

  • Consultas oftalmológicas periódicas, mesmo sem queixas aparentes

“A miopia não é apenas uma questão de óculos. É uma condição que precisa ser acompanhada desde a infância, com atenção contínua”, reforçam os médicos.

Um desafio urgente do mundo digital

Em um cenário cada vez mais conectado, proteger a visão das novas gerações se tornou um desafio urgente. Equilibrar tecnologia, lazer e saúde visual será decisivo para evitar que a miopia avance ainda mais e gere impactos permanentes no futuro.

🟨 O que você precisa saber

  • Problema: Crescimento acelerado da miopia em crianças

  • Principais causas: Uso excessivo de telas e pouco tempo ao ar livre

  • Faixa etária afetada: Crianças a partir de 5 anos

  • Riscos: Descolamento de retina, glaucoma e perda visual

  • Prevenção: Luz natural, pausas nas telas e acompanhamento médico

  • Tratamentos: Colírios, lentes especiais e óculos tecnológicos 

FONTE/CRÉDITOS: FolhaVitória
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