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Domingo, 16 de Agosto 2026
Geral

Opinião | A guerra que o Rio não pode normalizar

Revista Conexão defende o respeito ao trabalho policial e a presença permanente do Estado nas favelas com segurança, infraestrutura e cidadania

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Opinião | A guerra que o Rio não pode normalizar
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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A presença de homens armados de fuzil circulando livremente entre casas, escolas e comércios não pode ser vista como algo normal. A imagem de criminosos que desafiam o Estado e reagem com violência à chegada das forças de segurança revela uma realidade que o Brasil insiste em tolerar — e que o Rio de Janeiro, mais uma vez, expõe em sua forma mais trágica.

A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, a maior da história recente, deixou 121 mortos — entre eles, quatro agentes de segurança. O número assusta, mas o dado mais grave é o que permanece: a ausência cotidiana do poder público nas comunidades.

A operação e a urgência de presença permanente

A Revista Conexão ES entende que operações de grande porte são necessárias quando se trata de romper estruturas criminosas que desafiam o Estado e impõem medo à população.
Entretanto, é preciso ir além do enfrentamento armado. O sucesso da segurança pública não pode depender apenas da presença da polícia em situações de guerra, mas da continuidade do Estado nos territórios — com escolas, postos de saúde, saneamento, lazer e oportunidades de trabalho.

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Sem essa presença, as comunidades se tornam territórios disputados, onde o crime organiza o que o poder público abandonou.

O que o Rio nos ensina

A tragédia expõe um paradoxo: enquanto os agentes tombam cumprindo o dever, a sociedade debate estatísticas. O número de mortos não deve servir como cortina de fumaça para encobrir a falência do poder público.
As forças policiais merecem respeito, estrutura e valorização — mas precisam atuar em conjunto com políticas sociais efetivas.
Segurança e cidadania não são opostos; são complementares.

O papel do Estado

O combate à criminalidade exige inteligência, integração e investimento social. É urgente retomar os espaços dominados por facções, mas também ocupar permanentemente com o Estado — não apenas com armas, mas com infraestrutura, educação e serviços públicos de qualidade.

Enquanto isso não acontecer, o Rio continuará travando uma guerra que não termina, apenas se repete — com vítimas de ambos os lados e comunidades inteiras reféns do medo.

Posição da Revista Conexão

A Conexão ES manifesta respeito e solidariedade às famílias dos agentes mortos na operação.
Defendemos o fortalecimento das forças de segurança, com planejamento e respaldo, mas também o compromisso do Estado em devolver dignidade aos territórios esquecidos.
A pacificação real não virá apenas com blindados. Virá com presença, justiça e cidadania.

📦 O que você precisa saber

  • Tema: Reflexão sobre a maior operação policial do Rio e o papel do Estado nas comunidades

  • Opinião da RC: Apoio à ação policial com ênfase em políticas públicas permanentes

  • Mensagem central: Segurança e cidadania devem caminhar juntas

  • Proposta: Mais operações estratégicas, mas também mais Estado, mais infraestrutura e mais vida digna para quem mora nas favelas

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