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Domingo, 03 de Maio 2026

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Presépio artístico de Jaciguá encanta visitantes e se torna atração cultural permanente em Vargem Alta

A obra artesanal criada em 1956 ganha destaque na agenda turística do Espírito Santo e se transforma em um passeio encantador para o fim de semana

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Presépio artístico de Jaciguá encanta visitantes e se torna atração cultural permanente em Vargem Alta
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Um dos cartões-postais mais simbólicos da Serra capixaba, o Presépio Artístico de Jaciguá, em Vargem Alta (ES), segue encantando visitantes do Espírito Santo e de diversos estados brasileiros. Instalado ao lado da Igreja Matriz São João Batista, o presépio mecânico tem mais de 50 metros quadrados, com 130 figuras que se movimentam automaticamente em 41 cenas — divididas entre passagens bíblicas e o cotidiano das comunidades rurais.

A estrutura é única: dois palcos apresentam, de um lado, a trajetória de Jesus Cristo — do anúncio feito pelo anjo à ressurreição — e, do outro, cenas do dia a dia no campo, com lavadeiras, animais, cantores, colheitas, crianças brincando, além de elementos da paisagem regional como moinhos, cachoeiras e montanhas. O resultado é uma fusão rara entre arte sacra, memória afetiva e identidade popular.

Legado de fé, arte e comunidade

O presépio foi idealizado e construído de forma artesanal pelo saudoso irmão salesiano Agostinho Bastianello, que faleceu em 23 de abril de 2025, aos 96 anos, após dedicar 78 anos à vida religiosa. Nascido em Alfredo Chaves (ES), o artista, músico e catequista transformou a catequese visual em ferramenta de evangelização e encantamento, usando materiais como madeira, metal, gesso, plástico e lata para dar vida às figuras.

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A origem da obra também revela o forte envolvimento comunitário. Segundo relatos históricos e da própria população local, o presépio chegou a funcionar na casa do senhor Luiz Marchetti e sua esposa Fona Helena, depois foi instalado no antigo salão das obras sociais e, finalmente, ganhou sede própria.

“Eu era criança e lembro que saíamos da escola para ajudar nas fundações. Era um mutirão. Todo mundo participava de alguma forma. É muito mais do que uma atração, é um símbolo de fé, cultura e união da nossa comunidade”, conta o jornalista Cláudio Pazetto, autor da reportagem e morador do município.

A casa do presépio foi construída pela própria comunidade em 1984, por meio de doações, mutirões e trabalho voluntário. Até então, a estrutura era montada e desmontada anualmente desde os anos 1950.

O idealizador do presépio, Ir. Agostinho Bastianello, faleceu aos s 96 anos,

 

Detalhes que surpreendem

Além das figuras humanas e bíblicas, o presépio incorpora referências regionais com riqueza de detalhes. Entre elas, a Pedra do Frade e a Freira (em Cachoeiro de Itapemirim), a Pedra do Rego (Venda Nova do Imigrante) e o Convento da Penha (Vila Velha), que aparecem nas cenas da vida capixaba como paisagem e cenografia — revelando a veia artística e devocional de Ir. Agostinho.

A manutenção dos mecanismos e das figuras hoje é feita por voluntários da própria comunidade e da Paróquia de Jaciguá. O espaço pode ser visitado em qualquer época do ano, mediante agendamento.

 

Uma boa pedida para o fim de semana

Para quem busca um passeio diferente e cheio de significado na Região Serrana, o Presépio de Jaciguá é uma ótima sugestão. O acesso é gratuito e o local é ideal para fotos, momentos de contemplação e vivência cultural. Famílias, grupos de excursão e escolas costumam visitar o espaço, especialmente nos períodos de Natal e Ano Novo.

Interessados podem entrar em contato pelos telefones:
📞 Célia – (21) 99699-7763
📞 Alexandra – (28) 99932-2048
📞 Escritório Paroquial – (28) 99928-8208

📝 Entenda os destaques desta reportagem:

🔸 O que é o presépio de Jaciguá: Uma obra mecânica com 130 figuras em movimento que retratam cenas bíblicas e da vida rural.
🔸 Onde fica: Ao lado da Igreja Matriz São João Batista, em Jaciguá, Vargem Alta (ES).
🔸 Quem criou: Ir. Agostinho Bastianello, salesiano e artista capixaba falecido em abril de 2025.
🔸 Por que visitar: Além do simbolismo religioso, é um espaço de memória cultural, ideal para fotos e reflexão.
🔸 Como visitar: Entrada gratuita com agendamento pelo telefone.

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