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Domingo, 10 de Maio 2026

Saúde

Setembro é mês de agir: como evitar surtos de dengue, Zika e chikungunya

Com redução expressiva nos casos em 2025, Sesa alerta para a importância da prevenção nas residências, onde estão 80% dos focos do mosquito

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Setembro é mês de agir: como evitar surtos de dengue, Zika e chikungunya
Foto: Divulgação/Fiocruz
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O mês de setembro marca a chegada do período que antecede a sazonalidade da dengue, Zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, e a Secretaria da Saúde (Sesa) reforça o alerta: a prevenção precisa começar agora.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, a mobilização antecipada é essencial para reduzir o risco de surtos.

“As ações preventivas permitem diminuir a população do mosquito e seus criadouros, diminuindo os riscos de epidemias. É importante que cada cidadão mantenha a prevenção diária dentro de casa”, destacou.

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Sazonalidade e riscos

Embora a dengue seja registrada o ano todo, os meses de outubro e novembro concentram o aumento de casos, devido às chuvas e ao clima quente, que favorecem a proliferação do mosquito. O ciclo de vida do Aedes se acelera e os focos de água parada se multiplicam.

A Sesa reforça que 80% dos criadouros estão dentro das residências, em locais como pneus, caixas d’água, vasos de plantas, bandejas de geladeira e ralos.

Queda nos casos em 2025

Até a semana epidemiológica 34 (23 de agosto), o Espírito Santo registrou 31.367 casos prováveis de dengue, sendo 24.899 confirmados e um óbito. No mesmo período de 2024, eram mais de 134 mil casos prováveis e 41 mortes.

A forma mais grave da doença também apresentou redução significativa: foram 563 casos até agosto de 2025, contra 2.386 no mesmo período de 2024, uma queda de 76%.

Os casos graves, chamados de dengue com sinais de alarme, incluem sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência, fadiga e queda de pressão arterial.

Ações conjuntas e monitoramento

O combate às arboviroses no Espírito Santo envolve a atuação integrada de municípios, Estado e Ministério da Saúde. Desde fevereiro, está em funcionamento o Centro Integrado de Comando e Controle das Arboviroses, criado para monitorar e dar respostas rápidas a casos de dengue e também da febre Oropouche.

Dez passos para proteger sua família

  1. Tampe caixas d’água, ralos e pias.

  2. Higienize bebedouros de animais regularmente.

  3. Descarte pneus velhos de forma adequada ou guarde-os em local coberto.

  4. Esvazie e lave bandejas externas de geladeiras e bebedouros.

  5. Limpe calhas e lajes; coloque areia em cacos de vidro que possam acumular água.

  6. Coloque areia nos vasos de plantas.

  7. Amarre bem sacos de lixo e não descarte resíduos em terrenos baldios.

  8. Faça inspeção semanal em casa para eliminar focos de larvas.

  9. Use repelentes e instale telas sempre que possível.

  10. Receba bem os agentes de saúde e de endemias, que atuam no monitoramento comunitário.

O que você precisa saber

  • Setembro antecede o período mais crítico da dengue, com alta de casos a partir de outubro.

  • Espírito Santo registrou redução expressiva: de 134 mil casos prováveis em 2024 para 31 mil em 2025.

  • 80% dos focos do mosquito estão nas casas, exigindo prevenção semanal.

  • Casos graves caíram 76% em relação ao ano passado.

  • Estado conta com o Centro Integrado de Comando e Controle das Arboviroses para monitoramento contínuo.

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