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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
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Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes por calor no Brasil, aponta estudo

Projeção do Laboratório de Impacto Climático estima 451 mil mortes relacionadas ao calor no mundo até fevereiro de 2027; Norte e Nordeste aparecem entre as regiões brasileiras mais vulneráveis

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes por calor no Brasil, aponta estudo
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O avanço do Super El Niño acende um alerta para os próximos meses no Brasil. Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estima que o calor extremo associado ao fenômeno poderá provocar até 13,3 mil mortes no país, com impactos mais intensos principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

A projeção considera o período até fevereiro de 2027, incluindo o verão brasileiro, quando os efeitos das temperaturas elevadas poderão se intensificar.

Em escala global, o levantamento estima 451 mil mortes relacionadas ao calor diante de uma ocorrência intensa do El Niño.

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É importante destacar que os números são estimativas produzidas a partir de modelos científicos, e não uma contagem de mortes já ocorridas.

Dias de calor extremo podem quase dobrar

Segundo as projeções apresentadas no estudo, os dias extremamente quentes podem quase dobrar até fevereiro de 2027, com temperaturas pelo menos 1,2°C acima do normal em comparação com anos anteriores.

No Brasil, o período considerado mais crítico deverá ocorrer justamente durante o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

O aumento da exposição a temperaturas extremas representa um risco especialmente para populações mais vulneráveis e regiões com menor capacidade de adaptação ao calor.

Brasil aparece entre os países com maiores estimativas

De acordo com o levantamento, o Brasil aparece entre os cinco países com maior número estimado de mortes associadas ao calor provocado pelo fenômeno.

Dentro do país, o estudo projeta impactos mais elevados no Norte e Nordeste.

O Pará aparece com estimativa de aproximadamente 2,3 mil mortes, seguido pelo Maranhão, com mais de 1,3 mil. Amazonas e Bahia aparecem com cerca de 1,2 mil mortes estimadas cada.

Em outros países, os números também chamam atenção. Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria aparecem, segundo o relatório, com estimativas superiores às brasileiras.

Por que o calor extremo preocupa?

O risco não está relacionado apenas à sensação de desconforto provocada pelas temperaturas elevadas.

Períodos prolongados de calor extremo podem representar maior risco à saúde, especialmente para grupos vulneráveis. O estudo busca justamente dimensionar como o aumento das temperaturas pode se refletir na mortalidade em diferentes regiões.

Para chegar às projeções, os pesquisadores utilizaram estudos anteriores que relacionam temperatura e mortalidade, considerando fatores como clima local, vulnerabilidade da população e capacidade de adaptação de cada país e região.

Medidas podem reduzir impactos

Diante das projeções, os pesquisadores defendem a adoção antecipada de medidas para reduzir os impactos do calor extremo.

Entre as estratégias apontadas estão sistemas de alerta para ondas de calor, centros de resfriamento, pontos de hidratação e ações específicas para proteger populações vulneráveis e trabalhadores expostos às altas temperaturas.

No Brasil, a preparação mencionada no levantamento inclui estruturas da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à atuação em situações de emergência e desastres.

El Niño pode antecipar cenário de um planeta mais quente

Os pesquisadores alertam ainda que os impactos observados durante episódios intensos de El Niño podem servir como uma amostra de condições de calor extremo que poderão se tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas.

Caso o fenômeno permaneça ativo por mais tempo, as estimativas também poderão sofrer alterações.

Por isso, além das respostas emergenciais, o estudo aponta para a necessidade de planejamento de longo prazo para adaptação das cidades e proteção das populações diante de temperaturas cada vez mais elevadas.

O que você precisa saber

🌡️ Qual é o alerta?
Um estudo estima que o calor associado ao Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes no Brasil.

⚠️ São mortes já registradas?
Não. O número é uma projeção científica, calculada a partir da relação entre temperatura e mortalidade, vulnerabilidade e capacidade de adaptação.

📅 Qual período foi considerado?
As projeções vão até fevereiro de 2027.

🔥 Quando o risco pode ser maior no Brasil?
Durante o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

🇧🇷 Quais regiões aparecem com maior impacto?
Principalmente Norte e Nordeste.

📍 Quais estados aparecem em destaque?
Pará, com cerca de 2,3 mil mortes estimadas; Maranhão, com mais de 1,3 mil; e Amazonas e Bahia, com aproximadamente 1,2 mil cada.

🌎 E no mundo?
O levantamento estima até 451 mil mortes relacionadas ao calor no planeta no período analisado.

💧 O que pode ajudar a reduzir os riscos?
Alertas de calor, pontos de hidratação, locais de resfriamento e medidas específicas de proteção para populações vulneráveis e trabalhadores expostos às temperaturas extremas.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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