VARGEM ALTA (ES) – Como a tecnologia pode transformar a realidade do campo sem apagar as raízes da tradição? Esse foi o ponto de partida para um encontro especial realizado na última sexta-feira (15) na EMEBTI José Helvécio Altoé, localizada no distrito de Jaciguá, em Vargem Alta. A escola recebeu a engenheira agrônoma Paula Bonadiman, do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), e o presidente do Sindirural (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vargem Alta), Gilmar Valentim Marinato, para dialogar com os alunos e enriquecer os projetos desenvolvidos pelas turmas do 1º e 4º anos.
A iniciativa integra o Programa Agrinho 2025, que neste ano traz o tema “Tecnologia que transforma o campo”. Os projetos vêm sendo orientados pelas professoras Mariana Menegassi De Martim (1º ano) e Antônia Aparecida Costa Maciel (4º ano), com abordagem voltada à valorização da cultura rural local e ao uso consciente de práticas tecnológicas.
Do grão à xícara: o valor da cafeicultura local
Com o projeto “O café da minha terra: do grão à xícara com o sabor da tradição e o toque da tecnologia”, a professora Mariana conduz os alunos do 1º ano a mergulhar na cultura da cafeicultura, uma das principais atividades econômicas de Vargem Alta.
A proposta busca apresentar como práticas modernas, como o uso da irrigação adequada, contribuem para a prevenção de impactos da seca, melhoria na qualidade do grão e valorização da produção local. O projeto também discute o papel da tecnologia no cotidiano dos agricultores, sem perder de vista a história e o saber tradicional da região.
Hortas mandala: sustentabilidade e inovação no ensino
Já com os alunos do 4º ano, o projeto “Colhendo inovação: Produção tecnológica e sustentável nas hortas de mandala”, desenvolvido pela professora Antônia Maciel, propõe uma reflexão sobre os diversos usos da terra e os impactos positivos das hortas circulares, conhecidas como mandalas.
A iniciativa explora o uso da irrigação por gotejamento, o cultivo de alimentos, plantas medicinais e ornamentais, e até a possibilidade de integração com pequenos animais. O objetivo é mostrar como as hortas podem ter função ambiental, educativa, econômica e social, promovendo renda extra, consciência ecológica e respeito ao meio ambiente.
Escola como ponte entre o saber técnico e a comunidade
A presença dos palestrantes convidados trouxe novas perspectivas aos projetos e fortaleceu o diálogo entre educação, agricultura e comunidade rural. Com linguagem acessível e exemplos práticos, Paula Bonadiman e Gilmar Marinato enriqueceram as reflexões propostas em sala de aula, reforçando o papel da escola como espaço de construção de conhecimento coletivo.
“Por meio desses projetos, os alunos levam para casa e para a comunidade discussões importantes sobre os impactos – positivos e negativos – da tecnologia no campo, tornando-se multiplicadores de boas práticas”, avaliou a equipe pedagógica da escola.
📌 O que você precisa saber
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A EMEBTI José Helvécio Altoé está desenvolvendo projetos ligados ao Programa Agrinho 2025, com o tema Tecnologia que transforma o campo.
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Participaram da atividade a engenheira Paula Bonadiman (Incaper) e o presidente Gilmar Marinato (Sindirural).
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Alunos do 1º ano exploram a cultura do café local, aliando tradição e tecnologia.
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Alunos do 4º ano trabalham com o conceito de hortas mandala, sustentabilidade e inovação agrícola.
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Os projetos incentivam o protagonismo estudantil e promovem o diálogo entre escola, agricultura e comunidade.




