A vacina Calixcoca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está prestes a avançar para a fase de testes em humanos. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante agenda oficial no Espírito Santo nesta terça-feira (10).
Segundo o ministro, o imunizante está na etapa de preparação documental para dar início aos ensaios clínicos. A vacina já passou por testes laboratoriais e apresentou resultados considerados promissores em animais. A tecnologia recebeu patente nacional e internacional.
“Tem potencial de ser a primeira vacina do mundo com essa finalidade e revolucionar o tratamento da dependência química”, afirmou Camilo Santana.
Como a vacina funciona
De acordo com o coordenador do estudo, professor Frederico Duarte Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, a vacina estimula o organismo a produzir anticorpos contra a cocaína.
Quando a pessoa faz uso da droga, os anticorpos se ligam à substância e impedem que ela ultrapasse a barreira hematoencefálica — estrutura que protege o cérebro. Com isso, a droga não produz os efeitos psicoativos esperados.
A proposta não substitui tratamentos convencionais, mas atua como complemento terapêutico, aumentando as chances de manutenção da abstinência.
“Ela tende a ter maior eficácia entre pacientes que já estão em abstinência e querem se manter assim, pois, ao não sentirem o efeito da recaída, conseguem dar continuidade ao tratamento”, explicou o pesquisador.
Agenda do ministro no Espírito Santo
Durante a passagem pelo Estado, o ministro participou de entregas e visitas institucionais, incluindo a entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil e de vale-computadores a professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Também visitou obras no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam) e participou da posse da reitora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Adriana Piontkovsky.
O que você precisa saber
Vacina Calixcoca é desenvolvida pela UFMG
Está na fase final de documentação para iniciar testes em humanos
Produz anticorpos que impedem a droga de agir no cérebro
Funciona como complemento ao tratamento da dependência
Pode se tornar a primeira vacina do mundo com essa finalidade

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