VARGEM ALTA (ES) – Olhos marejados, aplausos calorosos e momentos de profunda emoção marcaram o lançamento oficial do projeto Vila Quilombo, realizado na última segunda-feira (4) na Escola Presidente Lüebke. A iniciativa, voltada para a promoção da igualdade racial por meio da literatura, estreou com apresentações que uniram arte, reflexão e engajamento social.
O ponto alto foi a leitura dramatizada do texto “Cota Não É Esmola”, da autora Bia Ferreira, interpretada por Lyara Vicente da Silva, ex-aluna da escola e atual mediadora de leitura do projeto. A performance tocou o público e reforçou a importância do debate sobre questões raciais. No repertório, músicas como “Olhos Coloridos” e “Maria, Maria” embalaram o evento, intercaladas com outras leituras feitas por alunos.
Arte, literatura e transformação social
O evento contou com a presença de estudantes, professores, representantes da comunidade cultural e autoridades locais. O curador do projeto e doutor em Letras, Raoni Huapaya, apresentou o Vila Quilombo e explicou que a proposta é criar espaços de leitura e oficinas de escrita criativa para que jovens possam refletir e escrever sobre questões raciais vividas em seu cotidiano.
“Os textos produzidos pelos alunos serão reunidos em uma coletânea ao final do ciclo, em novembro deste ano”, adiantou Huapaya.
O também curador e assessor do projeto, Valmir Luis Saldanha, destacou o impacto da iniciativa na vida escolar e pessoal dos participantes.
“O que vemos aqui são alunos concluindo o ensino médio e entrando para a vida como escritores”, afirmou.
Apoio cultural e responsabilidade social
A analista de Sustentabilidade da Reserva Águia Branca, Aline Lobato, ressaltou a importância de parcerias que vão além da preservação ambiental.
“O Grupo Águia Branca, por meio da Reserva, também apoia iniciativas sociais e culturais que buscam conscientizar para uma sociedade mais justa, como é o caso do Vila Quilombo”, disse.
O projeto é patrocinado pelo Grupo Águia Branca via Lei de Incentivo Cultural (Rouanet) e integra ações de responsabilidade social alinhadas à promoção da diversidade e do compartilhamento de saberes.
Origem e expansão do projeto
Criado em 2024, o Vila Quilombo começou com cinco alunos do ensino médio do Quilombo Pedra Branca, no âmbito da iniciação científica “Vila Quilombo: trilhas literárias antirracistas sob a perspectiva de Lima Barreto”, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e realizada pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
Neste ano, com o patrocínio do Grupo Águia Branca, o projeto ganhou novos integrantes e ampliou o repertório, incluindo autores como Jeferson Tenório, Itamar Vieira Júnior e Conceição Evaristo. As oficinas de escrita criativa, com o objetivo de criar um livro coletivo, são uma das novidades de 2025.
As atualizações e atividades podem ser acompanhadas pelo perfil oficial no Instagram: @projetovilaquilombo.
📌 O que você precisa saber
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O que é: projeto literário que promove igualdade racial por meio de leitura e escrita criativa.
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Onde começou: Quilombo Pedra Branca, com cinco alunos em 2024.
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Novidade de 2025: ampliação do grupo e oficinas para criação de um livro coletivo.
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Evento de lançamento: realizado na Escola Presidente Lüebke, em Vargem Alta.
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Patrocínio: Grupo Águia Branca, via Lei de Incentivo Cultural.
