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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
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Colheita do café avança para 73% no Brasil, mas ritmo ainda fica abaixo do registrado em 2025

Tempo seco acelera os trabalhos nas lavouras, impulsiona a colheita do conilon e mantém atenção do mercado para a qualidade do arábica e o comportamento dos preços

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Colheita do café avança para 73% no Brasil, mas ritmo ainda fica abaixo do registrado em 2025
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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 73% da área cultivada até o dia 22 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço de nove pontos percentuais em relação à semana anterior foi favorecido pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras, condição considerada ideal para acelerar os trabalhos no campo e melhorar o processo de secagem dos grãos.

Apesar da evolução, o ritmo da colheita continua abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Em 2025, os trabalhos já haviam atingido 84% da safra, enquanto a média dos últimos cinco anos para esta época é de 78%.

Conilon ganha ritmo com clima favorável

O maior avanço foi registrado na colheita do café conilon (canéfora), que atingiu 84% da produção nacional.

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No Espírito Santo, principal produtor brasileiro da variedade, o tempo seco favoreceu tanto a operação das colhedoras quanto a secagem dos grãos nos terreiros, reduzindo riscos relacionados ao excesso de umidade.

Para os produtores que ainda mantêm parte da safra nas lavouras, a atual janela climática representa uma oportunidade importante para concluir a colheita preservando a qualidade do produto.

Arábica segue atrasado após período de chuvas

Enquanto o conilon avança em ritmo acelerado, a colheita do café arábica chegou a 54%, permanecendo bem abaixo dos 73% registrados no mesmo período de 2025.

O atraso é consequência das chuvas frequentes registradas durante junho e início de julho nas principais regiões produtoras, incluindo áreas do sul de Minas Gerais e do Caparaó capixaba.

Além de retardar a colheita, a umidade elevada também desperta preocupação quanto à qualidade da bebida, especialmente entre produtores de cafés especiais, cujo valor de mercado depende diretamente das características sensoriais dos grãos.

Mercado acompanha secagem e qualidade da safra

Com o avanço da colheita, o mercado passa a concentrar atenção nas etapas de secagem e beneficiamento.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, somente após essa fase será possível avaliar com maior precisão o volume efetivo da safra e a qualidade da bebida que chegará ao mercado.

A expectativa também influencia o cenário internacional. Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica registraram queda na última semana, pressionados pelo aumento da oferta esperado com a intensificação da colheita. O robusta negociado em Londres também apresentou recuo.

Oferta maior pode pressionar preços

Para os produtores que ainda não comercializaram grande parte da produção, o cenário exige atenção.

Com o avanço da colheita, aumenta o volume disponível no mercado físico, fortalecendo o poder de negociação dos compradores e reduzindo a tendência de valorização dos preços.

Especialistas avaliam que o atual período de tempo seco representa uma oportunidade para concluir a colheita com qualidade e definir estratégias de comercialização com informações mais consistentes sobre o comportamento da safra.

O que você precisa saber

• A colheita da safra brasileira de café 2026/27 atingiu 73% até 22 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado.

• O índice ainda está abaixo dos 84% registrados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 78%.

• O café conilon alcançou 84% da colheita, impulsionado pelo tempo seco nas principais regiões produtoras, especialmente no Espírito Santo.

• O arábica chegou a 54%, ainda afetado pelas chuvas que atrasaram os trabalhos em áreas produtoras do Sudeste.

• O mercado acompanha a evolução da secagem dos grãos e a qualidade da bebida, fatores que deverão influenciar os preços nas próximas semanas.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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