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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
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ES lidera crescimento da produção industrial no país em julho

Indústria capixaba avançou 12,8% em relação a julho de 2025, impulsionada pela extração de petróleo, gás natural e minério de ferro

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
ES lidera crescimento da produção industrial no país em julho
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VITÓRIA (ES) — A produção industrial do Espírito Santo cresceu 12,8% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e registrou o maior avanço entre os 18 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, a indústria recuou 0,5% no mesmo tipo de comparação.

Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo IBGE e analisada pelo Observatório Findes. Enquanto a indústria capixaba avançou, 11 dos 18 locais pesquisados apresentaram queda.

O resultado também prolongou uma sequência de crescimento no Estado: julho representou o 15º mês consecutivo de alta de dois dígitos na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento do Observatório Findes.

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Petróleo e gás puxam resultado

A indústria extrativa foi o principal componente do crescimento capixaba, com avanço de 17,1% frente a julho de 2025. Segundo o IBGE, contribuíram para o desempenho os aumentos na produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) citados no levantamento mostram que a produção de petróleo no Espírito Santo chegou a 275,9 mil barris por dia em julho, alta de 30,6% na comparação anual.

O Estado mantém produção superior a 200 mil barris diários desde fevereiro deste ano.

O campo de Jubarte, no litoral Sul capixaba, produziu média de 189,2 mil barris por dia, crescimento de 14,4% em relação a julho de 2025. Desse volume, 66,3 mil barris diários vieram do FPSO Maria Quitéria.

Em Wahoo, a produção alcançou média de 38,4 mil barris por dia. O campo de Golfinho, por sua vez, apresentou crescimento de 6,4% no período, conforme os dados compilados pelo Observatório Findes.

“Segundo o IBGE, o aumento nas produções de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro explica o desempenho expressivo da indústria extrativa capixaba no período”, afirma Marília Silva, economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes.

Indústria de transformação também avança

Na passagem de junho para julho, a indústria capixaba apresentou crescimento tanto na atividade extrativa, de 0,7%, quanto na transformação, de 2,7%.

Entre os quatro segmentos da indústria de transformação pesquisados no Estado, dois cresceram na comparação mensal. A fabricação de produtos de minerais não metálicos avançou 6,5%, enquanto a metalurgia teve alta de 2,6%.

Na direção contrária, a fabricação de produtos alimentícios caiu 4,4% e a produção de celulose, papel e derivados recuou 0,9%.

Quando a comparação é feita com julho de 2025, a indústria de transformação cresceu 2,8%. A metalurgia avançou 7,8%, resultado associado à maior produção de bobinas a quente de aço. A fabricação de produtos de minerais não metálicos aumentou 6,1%, influenciada pela produção de granito talhado ou serrado.

Metalurgia amplia vendas para a Europa

O desempenho da metalurgia também aparece nos dados do comércio exterior. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compiladas pelo Observatório Findes, as exportações do segmento capixaba cresceram 23,8% ao longo de 2026.

Parte desse movimento está relacionada ao aumento das vendas para países europeus, entre eles França, Alemanha, Polônia, Espanha, Holanda e Itália.

Os Estados Unidos, porém, continuam como o principal mercado dos produtos metalúrgicos capixabas, respondendo por 48,1% do valor exportado pelo segmento.

De janeiro a julho, o Espírito Santo vendeu US$ 466,9 milhões em metais básicos para os Estados Unidos. O montante ficou 15,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Segundo Marília Silva, parte dessa retração está relacionada às barreiras tarifárias norte-americanas sobre produtos siderúrgicos brasileiros, cenário que levou empresas a buscar outros destinos para as vendas.

Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, o crescimento industrial também aumenta a demanda sobre outras atividades da economia, como logística, serviços, tecnologia, engenharia e fornecedores.

“Nosso maior desafio hoje é organizar cadeias, mapear gargalos e preparar nossas empresas para gerar mais valor agregado ao que produzimos”, afirma.

O que você precisa saber

Produção industrial do ES: +12,8% em julho, frente a julho de 2025
Resultado nacional: -0,5% na mesma comparação
Indústria extrativa capixaba: +17,1%
Indústria de transformação: +2,8%
Produção de petróleo: 275,9 mil barris por dia em julho
Metalurgia: +7,8% na comparação anual
Minerais não metálicos: +6,1%
Sequência: 15 meses consecutivos de crescimento industrial de dois dígitos na comparação anual, segundo o Observatório Findes

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