SÃO MATEUS (ES) — Três das principais cooperativas ligadas à cafeicultura do Espírito Santo estarão juntas na abertura da Feira Internacional do Café Conilon (FICC) 2026. Cafesul, Cooabriel e Nater Coop participam de um painel dedicado ao papel do cooperativismo na geração de valor para produtores, comunidades e mercados.
A FICC será realizada de 8 a 10 de outubro, na área anexa ao Sesc, em São Mateus. Em sua segunda edição, a feira amplia a programação voltada a negócios, tecnologia, mercado, produtividade, logística, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
Três cooperativas, diferentes experiências
O painel terá como tema “Três Caminhos, Um Propósito: Como o Cooperativismo Capixaba Gera Valor para Produtores, Comunidades e Mercados” e será mediado por Vinícius Schiavo, analista de Desenvolvimento Cooperativista do Sistema OCB/ES.
A proposta é colocar em discussão diferentes modelos e experiências construídos pelas três cooperativas e os impactos dessa atuação na cadeia produtiva do café.
Sediada em São Gabriel da Palha, a Cooabriel reúne mais de 9,7 mil cooperados e é apresentada pela organização como a maior cooperativa de café Conilon do Brasil. A Nater Coop possui mais de 25 mil cooperados, atua no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia e atende mais de 30 mil produtores rurais.
A Cafesul, com sede em Muqui, reúne pequenos produtores do Sul do Espírito Santo e desenvolve trabalhos relacionados aos cafés especiais, agricultura familiar, sustentabilidade e valorização das comunidades produtoras.
Conilon movimenta produção capixaba
O encontro ocorre em um estado que concentra cerca de 70% da produção brasileira de café Conilon. Segundo os dados apresentados pela organização da FICC, são mais de 49 mil propriedades produtoras, 258 mil hectares cultivados e produção estimada superior a 14 milhões de sacas.
Para o curador da feira, Marcus Magalhães, reunir as três cooperativas permite mostrar diferentes formas de atuação dentro de uma mesma cadeia produtiva.
“Quando colocamos Cafesul, Cooabriel e Nater Coop no mesmo palco, estamos colocando diante do público três experiências diferentes, mas que ajudam a contar uma mesma história: a do Conilon capixaba que gera renda, movimenta comunidades e conquista espaço cada vez maior no mercado”, afirma.
A discussão também abordará o perfil atual dos cooperados, sustentabilidade, competitividade, acesso a mercados, desenvolvimento dos territórios e perspectivas para o futuro do agronegócio e do cooperativismo.
Segundo Vinícius Schiavo, a atuação cooperativista também funciona como elo entre produtores e diferentes oportunidades da cadeia.
“O cooperativismo tem um papel estratégico porque conecta o produtor a conhecimento, tecnologia, mercado e oportunidades. Reunir essas três cooperativas na FICC permite mostrar diferentes caminhos e experiências, mas também evidencia um propósito comum: gerar valor para quem produz e para os territórios onde essas cadeias estão inseridas.”
Feira chega à segunda edição
Criada como uma feira dedicada ao café Conilon, a FICC reúne produtores rurais, cooperativas, empresas, instituições, especialistas, compradores e visitantes. Em 2026, a programação também abre espaço para discussões relacionadas à pimenta-do-reino.
Com curadoria de Marcus Magalhães, a agenda prevê temas como geopolítica, acordos comerciais, exigências produtivas, abertura de mercados, logística, investimentos e oportunidades para o agro.
A programação terá ainda painéis técnicos, rodadas de negócios, experiências relacionadas ao café, Dia de Campo, música e gastronomia. A entrada será gratuita.
Serviço
Feira Internacional do Café Conilon — FICC 2026
Quando: 8 a 10 de outubro de 2026
Onde: área anexa ao Sesc, em São Mateus (ES)
Programação: painéis, rodadas de negócios, experiências de café, Dia de Campo, música e gastronomia
Entrada: gratuita
Informações: site oficial da FICC
O que você precisa saber: Cafesul, Cooabriel e Nater Coop estarão juntas no painel de abertura da FICC 2026. O encontro discutirá como diferentes modelos de cooperativismo contribuem para produtores, comunidades, competitividade e acesso a mercados na cadeia do café capixaba.

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