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Domingo, 08 de Março 2026

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Fim da escala 6x1 pode obrigar hospitais a contratar 10% mais funcionários, aponta BTG Pactual

Relatório indica impacto direto na operação, aumento de custos e pressão sobre resultados do setor de saúde, que funciona 24 horas por dia

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Fim da escala 6x1 pode obrigar hospitais a contratar 10% mais funcionários, aponta BTG Pactual
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A possível extinção da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil devem provocar um impacto relevante sobre hospitais, laboratórios e redes de diagnóstico. Segundo relatório do BTG Pactual, o setor de saúde teria de elevar em cerca de 10% o número de funcionários para conseguir manter o mesmo nível de atendimento.

A avaliação parte do princípio de que hospitais e laboratórios operam de forma ininterrupta, inclusive aos finais de semana, e dependem fortemente de escalas. Diferentemente de setores como educação ou serviços administrativos, a redução da jornada não poderia ser compensada apenas com reorganização interna.

Contratações seriam inevitáveis

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De acordo com os analistas Samuel Alves e Maria Resende, uma redução da carga semanal de 44 para 40 horas exigiria aumento imediato do quadro de pessoal, já que a legislação não permite redução de salários.

Com isso, os custos trabalhistas cresceriam de forma estrutural, pressionando as margens do setor.

Impacto nas empresas

O BTG estima que o efeito no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das companhias de saúde ficaria entre 3% e 3,5%.

Entre as empresas citadas no relatório estão:

Rede D'Or São Luiz

Hapvida

Grupo Fleury

Dasa

Hospital Mater Dei

Apesar do cenário, o banco mantém a Rede D’Or como principal recomendação do setor, citando crescimento consistente e potencial de fusões e aquisições. O Fleury também aparece como opção atrativa, sobretudo pelo bom rendimento de caixa.

Possíveis compensações

O relatório pondera que o impacto final pode ser atenuado caso o governo adote medidas como:

Desoneração da folha de pagamento

Isenções fiscais

Autorização para repasse parcial de custos aos preços dos serviços

Sem esses instrumentos, a pressão sobre custos tende a ser permanente.

Debate no Congresso

Hoje, há três propostas principais em discussão:

Redução imediata para 40 horas semanais, com transição para 36 horas após quatro anos

Redução gradual para 36 horas ao longo de dez anos

Implementação direta do modelo 4x3 (36 horas semanais)

O tema ganhou força com apoio do governo federal e com a proximidade do ano eleitoral.

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Setor de saúde é um dos mais impactados por operar 24h

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