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Segunda-feira, 27 de Abril 2026

Política

Fraudes em pesquisas eleitorais criam clima de desinformação em Cachoeiro

A menos de três dias das eleições, pesquisas falsificadas sobre a disputa para prefeito de Cachoeiro de Itapemirim estão circulando nas redes sociais, criando um clima de desinformação.

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Fraudes em pesquisas eleitorais criam clima de desinformação em Cachoeiro
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A menos de três dias das eleições, pesquisas falsificadas sobre a disputa para prefeito de Cachoeiro de Itapemirim estão circulando nas redes sociais, criando um clima de desinformação. Essas manipulações têm sido promovidas por apoiadores de candidatos com menor chance de vitória, em uma tentativa desesperada de influenciar o eleitorado.

Os métodos de falsificação variam. Em alguns casos, os golpistas utilizam editores de texto como Word e PDF para criar pesquisas fraudulentas. Outras vezes, recorrem à manipulação de pesquisas legítimas, como as divulgadas por veículos, incluindo o G1. Um exemplo recente envolve o levantamento do IPEC, onde os fraudadores utilizam o “modo editor” dos navegadores para alterar temporariamente os números no próprio computador, criando uma versão distorcida dos resultados. Após as mudanças, tiram capturas de tela que favorecem seus candidatos, apresentando esses números como “oficiais”.

Na pesquisa real do IPEC, registrada no TSE sob o número ES-07972/2024, Theodorico Ferraço aparece como líder com 57% das intenções de voto. No entanto, nas versões falsificadas, o percentual de Ferraço é reduzido para 34%, enquanto outros candidatos são beneficiados. Diego Libardi, por exemplo, tem seu percentual também reduzido de 11% para 9%, enquanto Léo Camargo vê seus números saltarem de 9% para 15%. Lorena Vasques, que no levantamento original tem 8%, aparece com 23% na versão manipulada, e Carlos Casteglione sobe de 3% para 6%.

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A prática de falsificar ou distribuir pesquisas irregulares pode acarretar graves consequências. De acordo com a legislação eleitoral, a multa para quem for responsável pela criação e disseminação desse tipo de material varia entre R$ 53 mil e R$ 106 mil, dependendo da gravidade da infração.

Com a proximidade do dia 6 de outubro, quando os eleitores irão às urnas, a expectativa é que novas tentativas de manipulação venham à tona. Cabe aos eleitores estar atentos e buscar informações em fontes confiáveis para não serem enganados por números fraudulentos.

Os eleitores podem fazer denúncias ao Ministério Público Eleitoral por meio do portal MPF Serviços. Para protocolar a denúncia, basta clicar na aba Representação inicial (denúncia), fato ilícito ou irregularidade, que leva direto para a Sala de Atendimento ao Cidadão.

O ideal é que o eleitor apresente junto com a denúncia informações como data, hora e o endereço da irregularidade e também encaminhe fotos ou documentos que possam auxiliar na comprovação do ilícito. O MPF Serviços está disponível também por meio de um aplicativo que pode ser baixado para iOS e Android.

FONTE/CRÉDITOS: opiniãoES

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