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Sábado, 14 de Março 2026

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Importação de carros elétricos vai acelerar e pressiona portos do Espírito Santo

Alta do imposto a partir de julho de 2026 leva montadoras a anteciparem nacionalização e concentrarem volumes no Estado, que se prepara para novo pico logístico.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Importação de carros elétricos vai acelerar e pressiona portos do Espírito Santo
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As montadoras de veículos eletrificados estão acelerando a importação de carros para o Brasil no primeiro semestre de 2026. O movimento é motivado pela nova etapa de aumento do imposto de importação, que chegará ao patamar máximo de 35% em julho, levando as empresas a anteciparem a nacionalização de estoques com alíquotas menores.

Com isso, os principais portos do país devem concentrar volumes elevados, com destaque para o Espírito Santo, além de Santa Catarina e Pernambuco.

Segundo Sindiex, que reúne empresas de comércio exterior no Estado, o último degrau de aumento da tarifa costuma provocar picos concentrados em curtos períodos.

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“O último aumento de alíquota gera um aumento de nacionalizações em um curto espaço de tempo. As empresas querem aproveitar a janela até 30 de junho. Depois disso, passa a valer a tarifa máxima”, afirma Sidemar Acosta, presidente do sindicato.

Marcas reforçam pedidos

Fabricantes como BYD, GWM e Omoda Jaecoo, além de outras montadoras já consolidadas no mercado brasileiro, ampliaram pedidos para formar estoque antes da mudança fiscal.

“Estamos falando de mais de uma dezena de marcas organizando volumes relevantes para nacionalização até o fim de junho”, diz Acosta.

Em 2025, o Espírito Santo importou 165 mil veículos eletrificados, que somaram R$ 3,3 bilhões, conforme dados do Sindiex. A expectativa é de crescimento no primeiro semestre de 2026.

Portos mais preparados

Nos ciclos anteriores de elevação de alíquotas, os portos capixabas enfrentaram sobrecarga operacional. Desta vez, a avaliação do setor é de que o Estado chega mais estruturado.

“A aduana participa desses momentos de maior fluxo e está preparada. A maioria dos navios pode fazer nacionalização antecipada, o que permite que os veículos já saiam do porto nacionalizados e sigam para armazéns gerais”, explica Acosta.

Mesmo com a tarifa máxima, a tendência é de manutenção das importações. “Os eletrificados ainda representam parcela pequena da frota. A tendência é de crescimento, inclusive fora dos grandes centros. A produção local não deve suprir toda a demanda”, completa.

Ampliação em Vila Velha

Um dos principais pontos de desembarque de veículos no Estado, o Terminal de Vila Velha, operado pela Log-In Logística Intermodal, está se preparando para a nova demanda.

O terminal investiu em uma ampliação de 65 mil m², que aguarda autorização para iniciar operação ainda em fevereiro. A expansão eleva em cerca de 90% a capacidade de armazenagem e aumenta em torno de 40% a capacidade de contêineres no pátio.

“O TVV está preparado para atender eventuais aumentos de demanda, assegurando a continuidade e a qualidade do nível de serviço oferecido ao mercado logístico”, afirma Marhmed Hashemj, gerente comercial e de novos negócios da Log-In.

O que você precisa saber

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