Uma cena de extrema violência chocou moradores de Itapevi, na Grande São Paulo. Uma mulher de 28 anos, grávida, morreu após ser agredida por populares e queimada viva depois de ser acusada de furto. O caso ocorreu entre a tarde de segunda-feira (5) e a manhã de terça-feira (6) e é investigado pelas autoridades como um crime de extrema gravidade.
Ataque coletivo após acusação
De acordo com informações preliminares repassadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), testemunhas relataram que a vítima teria sido acusada de furtar um comércio nas proximidades. A suspeita, ainda não confirmada oficialmente, teria motivado a reação violenta de pessoas que decidiram agir por conta própria.
A mulher foi encontrada na Avenida Leda Pantalena, no bairro Jardim Portela, com sinais de agressão e queimaduras extensas, indicando que o ataque foi prolongado e deliberado.
Resgate e morte no hospital
A Polícia Militar do Estado de São Paulo e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender à ocorrência. A vítima foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital Geral de Itapevi, com mais de 70% do corpo queimado.
Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de terça-feira (6). O estado de gravidez da vítima ampliou a comoção e a gravidade do caso.
Investigação e busca por responsáveis
O crime foi registrado como morte suspeita na Delegacia de Polícia de Itapevi. Investigadores trabalham para esclarecer a dinâmica do linchamento, identificar todos os envolvidos e apurar se houve participação direta ou omissão de testemunhas.
A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança da região e colhe novos depoimentos para reconstruir os momentos que antecederam o ataque.
Violência fora da lei
Especialistas em segurança pública reforçam que linchamento é crime, independentemente de qualquer suspeita de delito. A Constituição brasileira garante o direito à defesa e ao devido processo legal, e nenhuma acusação justifica agressões, ainda mais com resultado fatal.
O caso reacende o debate sobre justiça pelas próprias mãos, desinformação e escaladas de violência em áreas urbanas.
O que você precisa saber
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Onde: Jardim Portela, em Itapevi (SP)
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Vítima: Mulher de 28 anos, grávida
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O que aconteceu: Foi agredida e queimada viva após acusação de furto
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Estado de saúde: Teve mais de 70% do corpo queimado
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Atendimento: Socorrida ao Hospital Geral de Itapevi, mas não resistiu
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Investigação: Caso apurado pela Polícia Civil; agressores ainda não identificados
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Alerta: Linchamento é crime e será tratado como homicídio pela Justiça
