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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Polícia

Morte de policial esposa de tenente-coronel da PM passa de suicídio para “morte suspeita”

Caso envolvendo a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, levanta contradições, e Polícia Civil aguarda laudos para esclarecer se houve crime.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Morte de policial esposa de tenente-coronel da PM passa de suicídio para “morte suspeita”
Divulgação / Redes Sociais
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A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ocorrida nesta quarta-feira (18/2), no bairro do Brás, na região central de São Paulo, passou a ser oficialmente investigada como morte suspeita pela Polícia Civil do Estado de São Paulo. Inicialmente registrada como suicídio, a ocorrência teve a classificação alterada após surgirem dúvidas consideradas relevantes pelas autoridades.

Gisele foi encontrada morta com um disparo na cabeça no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

Versão inicial do marido

Em depoimento, o tenente-coronel afirmou que havia pedido o divórcio, o que teria provocado forte abalo emocional na esposa. Segundo ele, Gisele teria atentado contra a própria vida enquanto ele tomava banho.

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A arma utilizada no disparo pertence ao próprio oficial. Ele relatou ainda que acionou o helicóptero Águia da PM, solicitou presença policial no local e entrou em contato com um amigo desembargador para acompanhar a ocorrência.

Após os fatos, o militar informou que foi levado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP para atendimento psicológico.

Pontos questionados pela investigação

Um delegado responsável pelo caso questionou o fato de o tenente-coronel ter retornado à residência para tomar banho e trocar de roupa após o ocorrido. O oficial alegou que ficaria muito tempo fora de casa e circularia por diversos locais, justificando a decisão.

As inconsistências levantadas contribuíram para a reclassificação da ocorrência de suicídio para morte suspeita.

Mãe da policial contesta versão

A mãe de Gisele apresentou à Polícia Civil um relato que contradiz a versão do genro. Segundo ela, a filha vivia um relacionamento “extremamente conturbado”.

No depoimento, afirmou que o tenente-coronel era abusivo, violento e controlador, e que a policial sofria restrições no dia a dia, como:

  • Proibição de usar batom, salto alto e perfume

  • Obrigação de cumprir rigorosamente tarefas domésticas

A mãe também disse que, na semana anterior à morte, Gisele ligou pedindo para ser buscada, afirmando que não suportava mais a pressão e que pretendia se separar.

Perícia e próximos passos

A Polícia Civil aguarda laudos periciais, exames balísticos e análises técnicas para esclarecer se houve crime ou não. Somente após a conclusão dessas etapas será possível confirmar a dinâmica da morte.

Enquanto isso, o caso segue sob investigação.

Velório e despedida

O velório de Gisele Alves Santana está previsto para esta sexta-feira (20/2), no Cemitério Colina dos Ipês, em Suzano, na Grande São Paulo.

O que você precisa saber

  • Vítima: Gisele Alves Santana, 32 anos, policial militar

  • Local: Brás, centro de São Paulo

  • Situação: caso passou de suicídio para morte suspeita

  • Suspeito citado: marido, tenente-coronel da PM

  • Arma usada: pertence ao companheiro

  • Investigação: conduzida pela Polícia Civil

  • Velório: sexta-feira (20/2), no Cemitério Colina dos Ipês, em Suzano

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