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Quarta-feira, 21 de Outubro 2026
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Outubro Rosa alerta para risco de fraturas no quadril após a menopausa

Sociedade Brasileira do Quadril destaca a importância da prevenção da osteoporose, doença que afeta principalmente mulheres e pode provocar fraturas graves após os 50 anos.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Outubro Rosa alerta para risco de fraturas no quadril após a menopausa
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O Outubro Rosa, tradicionalmente dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, também abre espaço para discutir outros cuidados com a saúde feminina. Entre eles está a prevenção da osteoporose, doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas, especialmente no quadril.

Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ), uma em cada três mulheres com 50 anos ou mais sofrerá uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida. A estimativa é baseada em estudos da Fundação Internacional de Osteoporose.

No Brasil, a osteoporose atinge aproximadamente 10 milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, para cada homem diagnosticado, três mulheres apresentam a doença.

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O risco aumenta após a menopausa, período em que a redução dos níveis de estrogênio acelera a perda de massa óssea. Como a osteoporose geralmente não provoca sintomas antes de uma fratura, muitas mulheres desconhecem que estão com os ossos fragilizados.

Por que o quadril merece atenção?

As fraturas do quadril estão entre as consequências mais graves da osteoporose, principalmente entre mulheres mais velhas. Além da necessidade frequente de tratamento cirúrgico, essas lesões podem comprometer a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida.

O ortopedista Osvaldo Pires, presidente da Sociedade Brasileira do Quadril, defende que as campanhas de saúde feminina também incentivem a avaliação dos ossos e das articulações.

“O Outubro Rosa nos lembra que cuidar da saúde vai além de um único órgão ou doença. Para as mulheres, especialmente após a menopausa, o quadril se torna uma região crítica, porque a perda óssea aumenta o risco de fraturas graves”, afirma.

Segundo o especialista, o acompanhamento médico e a adoção de medidas preventivas ajudam a identificar fatores de risco antes que ocorram complicações.

Sinais que indicam necessidade de avaliação médica

Embora a osteoporose possa evoluir silenciosamente, alguns sintomas relacionados ao quadril merecem investigação.

Dores persistentes na virilha, na lateral da coxa ou na região do quadril, principalmente quando pioram ao caminhar, subir escadas ou permanecer em pé, devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

A dificuldade para realizar atividades cotidianas, como vestir calças e calçar meias, também pode indicar problemas articulares ou musculares.

Outros sinais de alerta incluem mancar repentinamente, sentir instabilidade ao caminhar ou apresentar dores que interrompem o sono.

Após uma queda, dor intensa no quadril acompanhada de dificuldade para apoiar o peso sobre a perna exige atendimento médico imediato, devido à possibilidade de fratura.

Mulheres com histórico familiar de osteoporose, perda de altura, postura curvada ou uso prolongado de corticoides também precisam conversar com um profissional sobre a avaliação da saúde óssea, mesmo na ausência de sintomas.

Como prevenir a osteoporose e proteger o quadril

A Sociedade Brasileira do Quadril recomenda cuidados que podem contribuir para a manutenção da força muscular, da densidade óssea e do equilíbrio.

Entre as principais orientações estão:

  • Praticar atividades físicas regularmente: caminhadas, musculação e exercícios de equilíbrio ajudam a fortalecer músculos e ossos, respeitando as condições de cada pessoa.

  • Manter uma alimentação adequada: cálcio e vitamina D são importantes para a saúde óssea. A suplementação deve ocorrer quando houver indicação profissional.

  • Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool: ambos estão associados a prejuízos à saúde dos ossos.

  • Manter um peso corporal saudável: tanto a magreza excessiva quanto o excesso de peso podem trazer dificuldades à saúde musculoesquelética.

  • Realizar acompanhamento médico: a densitometria óssea pode ser indicada conforme a idade e os fatores de risco.

  • Prevenir quedas dentro de casa: retirar tapetes soltos, melhorar a iluminação e instalar barras de apoio em banheiros são medidas importantes.

A escolha dos exercícios deve considerar a condição física e o risco de fraturas de cada mulher. Pessoas com osteoporose estabelecida podem precisar de adaptações e orientação profissional.

Diagnóstico precoce pode evitar complicações

A densitometria óssea é um dos principais exames utilizados para avaliar a densidade mineral dos ossos e auxiliar no diagnóstico da osteoporose.

A necessidade do exame depende de fatores como idade, histórico de fraturas, condições clínicas e uso de determinados medicamentos.

O tratamento pode envolver mudanças de hábitos, prevenção de quedas e medicamentos específicos, conforme a avaliação médica.

Para a Sociedade Brasileira do Quadril, ampliar a atenção à saúde óssea durante o Outubro Rosa é uma oportunidade de incentivar cuidados que devem continuar durante todo o ano.

O que você precisa saber

  • Uma em cada três mulheres com 50 anos ou mais poderá sofrer uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida, segundo estimativa citada pela SBQ.

  • 10 milhões de brasileiros são afetados pela osteoporose, conforme os dados apresentados pela entidade.

  • Maior risco após a menopausa: a perda acelerada de massa óssea aumenta a vulnerabilidade a fraturas.

  • Atenção aos sintomas: dor persistente no quadril, dificuldade para caminhar e alterações na mobilidade merecem avaliação.

  • Prevenção: exercícios, alimentação adequada, acompanhamento médico e medidas para evitar quedas.

  • Emergência: dor intensa após queda, especialmente com incapacidade de apoiar a perna, exige atendimento imediato.

Fonte: Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ), com dados citados do Ministério da Saúde e da Fundação Internacional de Osteoporose.

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