CARMO DO RIO CLARO (MG) — A morte repentina do padre Júlio César Agripino, de 38 anos, causou forte comoção entre fiéis, familiares e moradores de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas. O religioso foi encontrado desacordado na noite de sexta-feira (5), na Casa Paroquial onde vivia, após não comparecer à missa que celebraria na Paróquia Nossa Senhora do Carmo.
Levado ao Hospital São Vicente de Paulo, teve o óbito confirmado pouco depois. A principal suspeita é de que ele tenha sofrido um mal súbito.
Ordenado sacerdote em 2016, padre Júlio estava à frente da paróquia desde 2022 e era reconhecido pela postura acolhedora, alegria constante e compromisso diário com a comunidade católica. Entre os fiéis, era descrito como um líder espiritual próximo das pessoas, dedicado às ações pastorais e atento às necessidades da população.
Um sacerdote marcado pela alegria e pelo serviço
Natural de Guaxupé, onde nasceu em 19 de fevereiro de 1987, Júlio César Agripino era filho de Antônia Agripino e Marcos Agripino, já falecido. Em abril de 2016, foi ordenado presbítero e iniciou o ministério com o lema bíblico:
“Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu que vos escolhi!”
A frase guiava sua atuação no cotidiano paroquial. Fiéis relatam que seu entusiasmo tornava as celebrações mais leves e próximas da comunidade.
“Era um rapaz alegre, sempre sorrindo, sempre amou o próximo. Um cara exemplar”, afirmou o pintor Yuri Carlos Garcia, emocionado ao relembrar a convivência com o sacerdote.
Nos últimos meses, padre Júlio havia viajado para Roma e compartilhou nas redes sociais diversas experiências espirituais, que foram acompanhadas com carinho pelos seguidores.
Comunidade se despede
O velório ocorreu em Carmo do Rio Claro, onde o padre exercia seu ministério, e o sepultamento foi realizado no sábado (6), em Guaxupé, sua cidade natal. A missa de corpo presente reuniu familiares, párocos da Diocese de Guaxupé e grande número de fiéis.
O empresário Artur José Oliveira Teixeira de Castro destacou que uma de suas últimas ações foi a renovação do altar da paróquia.
“Na quarta-feira, foi a única missa nesse altar que ele construiu. Parece que estava esperando as coisas acontecerem”, disse.
A Prefeitura de Carmo do Rio Claro divulgou nota de pesar ressaltando que o religioso “conduziu seu ministério com devoção, acolhimento e compromisso com o próximo, deixando importante legado espiritual e humano”.
O que você precisa saber
• Padre Júlio César Agripino, 38 anos, foi encontrado desacordado após não comparecer à missa.
• A suspeita inicial é de mal súbito.
• Sacerdote atuava há dois anos em Carmo do Rio Claro e era muito querido pelos fiéis.
• Natural de Guaxupé, foi ordenado em 2016 e tinha como lema vocacional “Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu que vos escolhi”.
• Velório foi realizado em Carmo do Rio Claro e sepultamento em Guaxupé.
• A morte causou grande comoção na comunidade católica e na cidade.

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