A Patrulha Maria da Penha da Serra completa um ano de atuação neste mês de agosto com cerca de mil atendimentos especializados realizados. Atualmente, mais de 50 mulheres vítimas de violência são acompanhadas pelo serviço no município.
Criada em 2025 e vinculada à Guarda Civil Municipal (GCM), a patrulha atua diretamente na prevenção de novas agressões, realizando visitas domiciliares, patrulhamento próximo às residências, orientações, monitoramento e encaminhamentos para a rede de proteção.
Um ponto importante é que não é necessário possuir medida protetiva para receber acompanhamento. Mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou de gênero podem ser atendidas com ou sem determinação judicial.
Cerca de mil atendimentos em um ano
O balanço do primeiro ano mostra a dimensão alcançada pelo serviço. Foram aproximadamente mil atendimentos especializados, além do acompanhamento permanente de dezenas de mulheres.
As chamadas "visitas tranquilizadoras" permitem que os agentes mantenham contato com as vítimas e acompanhem possíveis mudanças na situação de risco.
O trabalho também aproxima a segurança pública dos demais serviços municipais destinados às mulheres, permitindo que casos que necessitam de outros tipos de assistência sejam encaminhados à rede especializada.
Não é preciso ter medida protetiva
A Patrulha Maria da Penha não atende exclusivamente mulheres que já conseguiram uma medida protetiva na Justiça.
O serviço também pode acompanhar vítimas que ainda não possuem a medida, mas estão em situação de vulnerabilidade decorrente de violência doméstica, familiar ou de gênero.
A proposta é agir preventivamente, oferecendo acompanhamento, orientação e proteção para tentar evitar novas agressões e contribuir para o rompimento do ciclo de violência.
Atendimento pode envolver psicólogos, assistência social e orientação jurídica
Além da atuação da Guarda Municipal, os casos podem ser encaminhados para outros serviços da rede de proteção social.
Dependendo da necessidade identificada, a mulher pode ter acesso a atendimento especializado, apoio psicológico, assistência social e orientação jurídica.
Na Serra, outro ponto de apoio é o Centro de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica (Cramvis), que oferece suporte psicossocial, orientação jurídica e capacitação.
Patrulhamento busca prevenir novas agressões
A atuação preventiva é uma das principais características da patrulha.
Em vez de agir somente depois de uma nova ocorrência, as equipes acompanham as mulheres assistidas, observam situações que possam representar risco e mantêm integração com os demais órgãos responsáveis pela proteção.
Para a vice-prefeita e secretária de Defesa Social, Gracimeri Gaviorno, esse acompanhamento próximo permite identificar situações de risco e fortalecer a atuação conjunta da rede municipal.
Já o prefeito Weverson Meireles destacou que a manutenção de uma estrutura especializada busca garantir presença permanente do poder público junto às mulheres vítimas de violência.
O que você precisa saber
Patrulha Maria da Penha da Serra
Tempo de atuação: 1 ano
Atendimentos realizados: aproximadamente 1 mil
Mulheres acompanhadas atualmente: mais de 50
Quem pode receber atendimento: mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou de gênero
Precisa ter medida protetiva? Não
Atuação: visitas domiciliares, monitoramento, patrulhamento, orientação e encaminhamento à rede de proteção
Telefone da Patrulha Maria da Penha: (27) 98166-0812
Cramvis – Serra
Rua Maestro Antônio Cícero, 79, Caçaroca
Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; sábado, das 8h às 12h
Telefones: (27) 3328-7500 e (27) 99836-2909 (WhatsApp)
Em situação de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 também integra os canais informados para orientação e atendimento às mulheres.

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