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Sexta-feira, 16 de Outubro 2026
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Safra de café conilon no ES pode cair até 25%, mas IBGE prevê produção estável

Divergência entre estimativas coloca a produção capixaba em destaque: enquanto o IBGE projeta 14,5 milhões de sacas em 2026, governo estadual aponta perdas maiores em lavouras antigas

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Safra de café conilon no ES pode cair até 25%, mas IBGE prevê produção estável
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ESPÍRITO SANTO — A safra de café conilon de 2026 terminou, mas uma dúvida permanece no campo: afinal, quanto o Espírito Santo produziu neste ano? Enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta estabilidade em relação a 2025, a Secretaria de Estado da Agricultura estima uma redução de até 25% na produção.

A diferença entre as projeções chama a atenção em um dos principais setores da economia rural capixaba, especialmente porque a colheita já foi concluída.

Segundo o levantamento de setembro do IBGE, a produção estadual de conilon deve alcançar 14,5 milhões de sacas em 2026, volume praticamente igual ao registrado no ano anterior.

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O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, entretanto, apresenta uma avaliação diferente. Para ele, a produção efetiva será menor, com queda estimada entre 20% e 25% na comparação anual.

A divergência está relacionada, principalmente, às diferenças de produtividade entre lavouras novas e antigas, além dos efeitos do manejo e da renovação dos cafezais.

IBGE aumenta previsão e aponta estabilidade na produção

Na atualização de setembro, o IBGE elevou em 2,7% sua estimativa para a safra capixaba de conilon em relação ao levantamento de agosto.

A revisão foi atribuída ao aumento da área produtiva e à melhora da produtividade considerada nas estimativas.

Com isso, o instituto passou a projetar 14,5 milhões de sacas, indicando um desempenho praticamente estável em relação a 2025.

A avaliação, no entanto, contrasta com a percepção apresentada pela Secretaria de Estado da Agricultura sobre os resultados observados nas propriedades rurais.

Governo estima queda de 20% a 25% no conilon

Para o secretário Enio Bergoli, a redução da produção de conilon em 2026 é considerada certa, embora ainda exista dificuldade para determinar seu tamanho exato.

“Com certeza teremos uma safra de café conilon menor em 2026 em relação a 2025, sendo que a safra já foi totalmente colhida. Isso é um consenso. O que ainda não podemos afirmar com exatidão é o montante exato dessa queda”, afirmou.

Segundo Bergoli, as diferenças entre as condições das lavouras dificultam a consolidação de uma estimativa única.

O secretário considera que, no conjunto da produção estadual, a queda deverá ficar entre 20% e 25%.

Essa avaliação representa uma diferença significativa em relação ao cenário de estabilidade apresentado pelo IBGE.

É importante destacar que as duas estimativas não representam resultados definitivos consolidados. O levantamento do instituto é uma projeção estatística, enquanto o percentual apresentado pelo secretário corresponde à avaliação do governo estadual sobre a redução da safra.

Lavouras antigas podem registrar perdas de até 40%

Um dos fatores apontados para explicar a redução da produção é a idade dos cafezais.

De acordo com o secretário de Agricultura, lavouras mais antigas podem apresentar quedas de produtividade significativamente maiores do que aquelas observadas em plantações novas.

“Sabe-se que a queda nas lavouras mais velhas pode atingir de 30% a 40%, ao passo que nas mais novas é menor ou quase nula, mesmo considerando a entrada de lavouras no primeiro ciclo de produção”, explicou Bergoli.

A diferença está associada às características produtivas das plantações, à renovação dos cafezais e às práticas de manejo adotadas pelos produtores.

O uso de novas tecnologias e o planejamento das podas também influenciam o desempenho das propriedades.

Na avaliação do secretário, essas diferenças ajudam a explicar por que algumas lavouras apresentam perdas expressivas enquanto outras conseguem manter níveis de produção próximos aos do ano anterior.

Café arábica apresenta crescimento de 15,4% no Espírito Santo

Enquanto o conilon apresenta divergências nas estimativas, o café arábica tem perspectiva de crescimento no Estado.

Segundo o IBGE, a produção capixaba de arábica deverá alcançar 228,9 mil toneladas em 2026, o equivalente a aproximadamente 3,8 milhões de sacas.

O volume representa um aumento de 15,4% em relação a 2025.

O resultado indica uma trajetória diferente daquela estimada pelo governo estadual para o conilon.

Embora sejam produzidos no mesmo Estado, os dois tipos de café possuem características de cultivo distintas, e seus resultados não necessariamente acompanham a mesma tendência de uma safra para outra.

Produção de grãos também deve cair no ES

O levantamento do IBGE apresenta outro dado de atenção para a agricultura capixaba.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá alcançar 63,3 mil toneladas em 2026, uma redução de 10,1% em comparação com o ano anterior.

Entre agosto e setembro, o instituto também revisou para baixo a estimativa estadual, com redução de 342 toneladas.

O cenário do Espírito Santo contrasta com a projeção nacional.

Para o Brasil, o IBGE prevê crescimento de 2,4% na produção desses produtos, com uma safra estimada em 354,5 milhões de toneladas, volume recorde.

A diferença mostra que o desempenho agrícola nacional não é necessariamente acompanhado por todos os estados.

O que a divergência significa para os produtores?

A diferença entre os números do IBGE e da Secretaria de Agricultura evidencia a importância de acompanhar as estimativas e os resultados efetivos das lavouras.

Para os produtores, o volume colhido é uma informação essencial para avaliar o desempenho da propriedade e planejar os próximos ciclos produtivos.

A idade das plantas, a renovação das lavouras e as técnicas de manejo estão entre os fatores destacados pelo governo estadual para explicar as diferenças de produtividade.

No caso do conilon, a definição mais precisa do tamanho da safra de 2026 dependerá da consolidação dos dados de produção.

Até lá, permanecem dois cenários distintos: estabilidade, segundo o IBGE, e redução de 20% a 25%, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura.

O que você precisa saber

  • Qual é a previsão do IBGE para o conilon? Produção de 14,5 milhões de sacas em 2026, praticamente estável em relação a 2025.

  • O que estima o governo estadual? Queda entre 20% e 25% na safra de conilon.

  • Quem apresentou a estimativa de redução? O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

  • A colheita do conilon já terminou? Sim, segundo o secretário.

  • Por que as projeções são diferentes? O governo destaca diferenças de produtividade entre lavouras novas e antigas, além dos efeitos das tecnologias e do manejo.

  • Quanto podem perder as lavouras antigas? Entre 30% e 40%, segundo a avaliação apresentada pelo secretário.

  • O IBGE revisou sua estimativa? Sim. Em setembro, elevou a previsão do conilon em 2,7% em relação a agosto.

  • E o café arábica? O IBGE prevê crescimento de 15,4%, com produção de aproximadamente 3,8 milhões de sacas.

  • Como fica a produção de grãos no ES? Estimativa de 63,3 mil toneladas, queda de 10,1%.

  • Qual é a previsão nacional de grãos? Produção recorde de 354,5 milhões de toneladas, crescimento de 2,4%.

  • Os números são definitivos? Não. As informações apresentadas correspondem a projeções e avaliações que ainda precisam ser consolidadas.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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