A Suzano mantém cerca de 107 mil hectares de florestas nativas protegidas no Espírito Santo, área destinada à conservação da biodiversidade e que inclui espaços classificados como de Alto Valor de Conservação. As ações fazem parte da política ambiental da companhia, que estabelece o desmatamento zero em sua cadeia de suprimento.
A política impede o plantio ou a aquisição de madeira proveniente de áreas desmatadas. Para acompanhar o cumprimento das regras, a empresa utiliza inteligência geoespacial, imagens de satélite e sistemas de rastreabilidade capazes de identificar a origem da madeira desde o campo até a indústria. Os fornecedores também passam por processos de verificação.
Segundo Diomar Biasutti, coordenador de Meio Ambiente da Suzano no Espírito Santo, a preservação das áreas nativas ocorre paralelamente ao uso de árvores provenientes de reflorestamento nas operações da companhia.
“O Brasil é considerado o país com a maior biodiversidade do mundo, com uma rica variedade de espécies de árvores. Essa é uma riqueza que a Suzano é inteiramente comprometida em preservar. Por isso, além de utilizarmos apenas árvores de reflorestamento em nossas operações, aqui no Espírito Santo nós protegemos cerca de 107 mil hectares de florestas nativas, incluindo áreas de Alto Valor de Conservação, além de executarmos um grande programa de restauração ecológica”, afirma.
Em todo o país, a Suzano informa manter e proteger mais de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, o equivalente a aproximadamente 40% das terras da empresa. Essas áreas são destinadas à conservação da biodiversidade e também integram iniciativas de restauração ambiental e descarbonização.
Corredores conectam áreas de floresta
Uma das estratégias adotadas pela empresa são os Corredores Ecológicos, criados para conectar fragmentos de vegetação nativa que se encontram separados.
Essas conexões podem ser estabelecidas por restauração ambiental ou por modelos que combinam produção e vegetação nativa. A formação dos corredores favorece o deslocamento de animais entre diferentes áreas e a dispersão de espécies vegetais, contribuindo para o fluxo gênico e para a manutenção da biodiversidade.
No Espírito Santo, as ações estão concentradas principalmente no Norte, em uma faixa que vai de Aracruz a Conceição da Barra e atravessa seis municípios.
Em âmbito nacional, a Suzano estabeleceu como meta conectar, até 2030, 500 mil hectares de áreas consideradas prioritárias para a conservação da biodiversidade, abrangendo os biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia.
Reservas somam 2,4 mil hectares no Estado
Além das áreas protegidas em suas propriedades, a Suzano mantém três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) de destaque no Espírito Santo. Juntas, elas representam aproximadamente 2,4 mil hectares destinados integralmente à conservação.
Em Aracruz, a RPPN Restinga de Aracruz protege cerca de 300 hectares de restinga arbórea. A área também é utilizada para pesquisas relacionadas à conservação da flora de ambientes costeiros.
Em Linhares ficam a RPPN Mutum Preto e a RPPN Recanto das Antas. As duas somam mais de 2,1 mil hectares de Mata Atlântica de tabuleiro e funcionam como áreas de refúgio para espécies ameaçadas de extinção.
As reservas integram uma região com outras áreas protegidas, ampliando a extensão territorial destinada à conservação da biodiversidade no Norte capixaba.
Monitoramento contra incêndios e outras ameaças
A proteção dessas áreas também envolve tecnologia. Segundo a empresa, as reservas contam com sistemas de monitoramento eletrônico e torres com visão de 360 graus.
O trabalho é complementado pelo patrulhamento de equipes de vigilância e pela atuação conjunta com forças de segurança pública quando necessária.
A estrutura busca ampliar a capacidade de identificar e responder a ocorrências que possam ameaçar as áreas naturais, especialmente incêndios florestais e outras situações capazes de comprometer a vegetação e a fauna.
O que você precisa saber
Florestas nativas protegidas pela Suzano no ES: cerca de 107 mil hectares
Vegetação nativa protegida no Brasil: mais de 1,1 milhão de hectares
RPPNs de destaque no Espírito Santo: três
Área conjunta das RPPNs: cerca de 2,4 mil hectares
Meta para 2030: conectar 500 mil hectares de áreas prioritárias para conservação
Biomas contemplados pela meta: Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia

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