Os alimentos ricos em proteína estão conquistando espaço nas prateleiras dos supermercados e deixando de ser produtos associados exclusivamente a atletas e frequentadores de academias. A procura por opções que combinem valor nutricional, praticidade e sabor tem levado a indústria a investir em novas formulações e ampliar a oferta de produtos com maior teor proteico.
Um estudo da Euromonitor International, publicado em julho de 2026, aponta que alimentos, bebidas e suplementos proteicos movimentaram mais de US$ 3 trilhões em vendas no varejo mundial em 2025. A projeção é de crescimento de 11% na demanda global por proteínas entre 2024 e 2029.
No Brasil, os supermercados já são o principal canal de compra desses produtos. Segundo pesquisa da AtlasIntel, realizada entre março e abril de 2026, 49,6% dos consumidores concentram nesses estabelecimentos a maior parte de suas compras de itens proteicos.
Proteína deixa de ser exclusiva do mercado fitness
O avanço dos produtos conhecidos como high-protein, ou ricos em proteína, acompanha mudanças nos hábitos alimentares e nas estratégias da indústria.
A proteína, tradicionalmente associada ao desenvolvimento muscular e à recuperação após exercícios físicos, passou a receber atenção de consumidores com diferentes perfis e necessidades nutricionais.
Com isso, o setor busca desenvolver alimentos e bebidas que possam ser consumidos em diferentes momentos do dia, sem depender exclusivamente das categorias tradicionais de suplementação.
Para Matthew Barry, gerente global de insights para alimentos embalados da Euromonitor International, o crescimento do mercado exige atenção às necessidades específicas de cada grupo de consumidores.
“As melhores oportunidades virão de consumidores com necessidades duradouras, incluindo idosos, usuários de GLP-1, pessoas que praticam treinamento de resistência e famílias em mercados em desenvolvimento”, afirma.
A avaliação indica que o potencial de expansão não está limitado ao público esportivo. O envelhecimento da população e a busca por soluções alimentares práticas também influenciam as decisões de desenvolvimento de produtos.
Supermercados lideram as compras no Brasil
A pesquisa O protagonismo da Proteína: Desafios e oportunidades no mercado brasileiro, realizada pela AtlasIntel, mostra a importância dos supermercados para a comercialização da categoria.
49,6%
Compram a maior parte dos produtos proteicos em supermercados
54,5%
Apontam o ganho de massa muscular como principal motivo de consumo
Dados da pesquisa AtlasIntel, realizada entre março e abril de 2026, conforme material divulgado.
Embora o ganho de massa muscular continue sendo o principal motivo declarado para o consumo, os resultados mostram que a categoria já ocupa espaço relevante no varejo alimentar convencional.
A presença nos supermercados facilita o acesso aos produtos durante as compras habituais e amplia a exposição das marcas a consumidores que não frequentam lojas especializadas em suplementação.
Indústria amplia lançamentos de alimentos e bebidas
O interesse por proteínas também influencia o desenvolvimento de novos produtos na indústria alimentícia.
Fabricantes passaram a considerar o teor proteico como um atributo para diferenciar itens e atender consumidores que procuram alternativas práticas para a alimentação diária.
Para o varejo, a tendência abre oportunidades de diversificação do portfólio, mas também aumenta a necessidade de apresentar informações claras sobre composição nutricional, porções e preços.
Um produto anunciado como rico em proteína não é necessariamente mais adequado a todos os consumidores. A avaliação deve considerar a quantidade de proteína por porção, os demais ingredientes e as necessidades alimentares individuais.
Mercado deve continuar crescendo até 2029
A Euromonitor projeta uma expansão de 11% na demanda global por proteínas entre 2024 e 2029, indicando a continuidade do interesse por essa categoria.
O crescimento, entretanto, não significa que todos os segmentos terão o mesmo desempenho. As oportunidades dependem do perfil dos consumidores, dos preços, da conveniência e da capacidade das empresas de oferecer produtos adequados a diferentes necessidades.
No Brasil, os dados da AtlasIntel indicam que os supermercados terão papel importante nesse processo, tanto na distribuição quanto na apresentação de novos produtos ao público.
O que você precisa saber
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Mercado mundial: mais de US$ 3 trilhões em vendas de alimentos, bebidas e suplementos proteicos em 2025, segundo a Euromonitor.
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Projeção: crescimento de 11% na demanda global por proteínas entre 2024 e 2029.
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Brasil: 49,6% dos consumidores pesquisados realizam a maior parte das compras de produtos proteicos em supermercados.
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Principal motivação: ganho de massa muscular, citado por 54,5% dos entrevistados.
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Tendência: ampliação da presença de proteínas em diferentes categorias de alimentos e bebidas.
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Oportunidades: produtos voltados a diferentes perfis de consumidores e momentos de consumo.
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Atenção ao consumidor: verificar o rótulo e a composição nutricional antes de escolher um produto.
Fontes: Euromonitor International, estudo “A Era da Maximização de Proteínas e o Futuro da Demanda por Proteínas” (julho de 2026), e AtlasIntel, pesquisa “O protagonismo da Proteína: Desafios e oportunidades no mercado brasileiro” (março e abril de 2026).
Imagem de divulgação: representação ilustrativa de produtos high-protein, produzida com inteligência artificial.

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