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Quinta-feira, 22 de Janeiro 2026

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Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

Aprovação marca avanço inédito no Brasil ao autorizar terapia que atua diretamente na causa da doença e promete retardar a progressão dos sintomas

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de um novo medicamento para pacientes diagnosticados com Alzheimer em fase inicial, abrindo uma nova frente no tratamento da doença neurodegenerativa. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 22 do mês passado.
O remédio, chamado Leqembi, é produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe e é indicado para pessoas com demência leve causada pela doença de Alzheimer, com o objetivo de retardar o declínio cognitivo e preservar, por mais tempo, a autonomia do paciente.
Como o medicamento atua
De acordo com a Anvisa, o lecanemabe age reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro — proteínas cujo acúmulo é considerado uma das principais características da Doença de Alzheimer. O medicamento é administrado por infusão intravenosa, após diluição.
A atuação direta sobre essas placas diferencia o Leqembi de terapias anteriores, que tinham foco predominantemente no controle dos sintomas, e não na base biológica da doença.
Evidências científicas
A liberação se baseou em um estudo clínico internacional que acompanhou 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial e presença comprovada de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o Leqembi ou placebo ao longo de 18 meses.
Segundo a Anvisa, a principal medida de eficácia foi avaliada pela escala CDR-SB, que mede a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária. No subgrupo de 1.521 pacientes, aqueles tratados com o novo medicamento apresentaram progressão mais lenta da doença em comparação aos que receberam placebo.
O que muda na prática
Especialistas avaliam que a aprovação representa um marco histórico no tratamento do Alzheimer no país, especialmente por se tratar de uma terapia indicada nas fases iniciais, quando ainda há maior potencial de preservação das funções cognitivas.
Apesar do avanço, o medicamento não é uma cura e deve ser utilizado sob criteriosa indicação médica, com diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.

🧠 O que você precisa saber


Medicamento aprovado: Leqembi

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Indicação: Alzheimer em fase inicial (demência leve)


Princípio ativo: lecanemabe


Ação: redução das placas beta-amiloides no cérebro


Resultado clínico: progressão mais lenta do declínio cognitivo


Administração: infusão intravenosa

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