O governo federal lançou a mobilização 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, iniciativa que ocorre entre 20 de novembro e 10 de dezembro sob o lema “Conectadas, Seguras e Vivas”. O anúncio foi realizado pela ministra Márcia Lopes, que destacou a importância de integrar ações estaduais e municipais para enfrentar o racismo e o feminicídio.
A ministra reforçou que a responsabilidade pela segurança feminina é compartilhada com toda a sociedade. Durante o período, o Ministério das Mulheres oficializará protocolos estratégicos, incluindo o “Não É Não” para o setor de entretenimento e o lançamento da primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira, em Foz do Iguaçu (PR), visando um pacto regional no Mercosul.
Medidas de proteção e autonomia
A agenda inclui o projeto de cooperação com a Unesco para tornar os espaços digitais livres de violência. Além das medidas punitivas e de acolhimento, a pasta aposta na independência financeira como ferramenta de proteção. Programas como o Acredita e o Mulheres Mil buscam articular renda, trabalho e educação, incentivando diagnósticos locais sobre a autonomia econômica feminina.
Avanços na política
No âmbito da representatividade, Márcia Lopes celebrou o crescimento da presença feminina no Congresso Nacional. Com o salto de 91 para 109 parlamentares após as eleições, a ministra destacou a entrada de mulheres negras e jovens no Legislativo. Para ela, essa nova composição é um passo fundamental para enfrentar o machismo e o conservadorismo nas esferas de poder.
