Aguarde, carregando...

Terça-feira, 27 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Geral

Cascas de marisco e café viram produtos sustentáveis no Espírito Santo

Projetos capixabas apresentados no Recicla Summit 2026 mostram como resíduos podem gerar renda, beneficiar a agricultura e ajudar municípios a combater o descarte irregular de lixo.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Cascas de marisco e café viram produtos sustentáveis no Espírito Santo
Divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

VITÓRIA (ES) — Cascas de marisco transformadas em insumo agrícola, resíduos do café utilizados no desenvolvimento de produtos biológicos e câmeras com inteligência artificial capazes de identificar o descarte irregular de lixo. Essas são algumas das soluções apresentadas na Vitrine da Reciclagem, exposição que integra o Recicla Summit 2026, realizado nesta terça (20) e quarta-feira (21), no Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória.

A mostra reúne iniciativas de empresas, startups e organizações capixabas que encontraram formas de reaproveitar materiais descartados ou desenvolver tecnologias para melhorar a gestão de resíduos.

Promovido pelo Sindicato das Indústrias de Reciclagem do Espírito Santo (SimReciclo), o evento tem entrada gratuita e programação das 8h às 18h.

Publicidade

Leia Também:

Projeto transforma 10 toneladas de cascas de marisco por mês

Casca de sururu vira corretivo agrícola e gera renda a marisqueirasfolhavitoria.com.br

Em Porto Santana, Cariacica, o Projeto Sururu, desenvolvido pelo Instituto Goiamum, encontrou uma alternativa para o descarte das cascas de mariscos recolhidos por mulheres marisqueiras.

A iniciativa compra o material das trabalhadoras cadastradas, proporcionando uma fonte complementar de renda, e transforma as cascas em corretivo agrícola, utilizado para reduzir a acidez do solo.

Criado em 2024 e estruturado operacionalmente em outubro de 2025, o projeto começou com a expectativa de processar duas toneladas mensais. Atualmente, segundo os responsáveis, são aproximadamente 10 toneladas de cascas por mês, com aproveitamento próximo de 98% da matéria-prima recebida.

O produto contém minerais como cálcio e magnésio e está sendo testado em culturas de café, milho, gengibre e hortaliças.

Entre os participantes dos testes está o Café Condado, em Alfredo Chaves. Também há acompanhamento em uma horta comunitária na Serra e em uma propriedade de agricultura familiar em Viana.

O corretivo ainda passa pelo processo de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), necessário para sua comercialização em larga escala.

“Estamos construindo uma cadeia onde o que nasce no mar retorna à terra como regeneração, gerando benefícios para o meio ambiente, para as comunidades e para a agricultura”, afirma Wita Sassi, diretor do Instituto Goiamum.

Resíduo do café ganha aplicação na agricultura

Outra iniciativa apresentada é a da SymBiotech, empresa de Vila Velha que utiliza cascas de café como suporte para microrganismos benéficos às plantas.

O processo envolve secagem, moagem e peneiramento das cascas, que depois recebem microrganismos capazes de contribuir para a absorção de nutrientes pelas raízes.

A tecnologia já passou por testes com tomateiros e está sendo avaliada por viveiristas de Marechal Floriano, em um acompanhamento de seis meses relacionado ao desenvolvimento de mudas de café.

Na exposição, a CEO da empresa, Amanda Azevedo Bertolazi, apresenta as etapas de preparação do produto e demonstra sua aplicação nas plantas.

A proposta é aproveitar um subproduto da cafeicultura dentro da própria cadeia agrícola, reduzindo desperdícios e desenvolvendo alternativas para o cultivo.

Inteligência artificial identifica descarte irregular de lixo

Rua na Parquelândia tem ponto irregular de descarte de lixo em Fortalezaopovo.com.br

A Manacá Tecnologias Sociais desenvolveu um sistema de inteligência artificial que utiliza câmeras para identificar e registrar o descarte irregular de resíduos em áreas urbanas.

A tecnologia foi selecionada pela Prefeitura do Recife, em Pernambuco, e está em funcionamento desde maio de 2026 em seis pontos considerados críticos.

Segundo os dados apresentados pela empresa, o sistema identificou 308 ocorrências de descarte irregular e 128 metros cúbicos de resíduos em menos de três meses.

O levantamento mostrou que o lixo doméstico foi o descarte mais frequente, enquanto os resíduos da construção civil representaram aproximadamente 60% do volume registrado.

As informações incluem dia, horário, tipo e quantidade de material, permitindo que os gestores públicos planejem ações de coleta, fiscalização e educação ambiental.

“Toda cidade tem seus pontos de descarte crônicos, o que falta é saber quando o descarte acontece, a quantidade e o tipo de resíduo. Com esse dado, a prefeitura escolhe a resposta certa para cada ponto”, explica Rayssa Mendes, CEO e fundadora da Manacá.

A empresa pretende levar a tecnologia para municípios capixabas. Segundo informações divulgadas na exposição, somente a Serra recolheu mais de 110 mil toneladas de entulho em 2025.

Pneus, óleo de cozinha e plástico também ganham novas utilidades

A Vitrine da Reciclagem apresenta ainda soluções desenvolvidas por outras empresas do Espírito Santo.

A Pneuvix Ambiental e a Threebor demonstram o reaproveitamento de pneus usados. Enquanto uma atua no processamento da borracha, a outra utiliza a matéria-prima reciclada na fabricação de novos produtos.

A Biomarca apresenta o processo de coleta e tratamento de óleo de cozinha usado, que pode ser encaminhado à produção de biodiesel.

A empresa também desenvolve ações de recolhimento em estabelecimentos comerciais e pontos de coleta, incentivando a destinação adequada do material.

Já a Fantástica Carpintaria expõe luminárias, fruteiras, cestos e porta-trecos produzidos com plástico reciclado de tampinhas.

Evento discute oportunidades na economia circular

Com o tema “Cidades que Reciclam, Territórios que Prosperam”, o Recicla Summit 2026 reúne representantes da indústria, empresários, especialistas, startups e gestores públicos.

A programação inclui palestras, debates e encontros voltados ao desenvolvimento de negócios ligados à reciclagem e à economia circular, modelo que busca manter materiais em uso por mais tempo e reduzir a geração de resíduos.

O evento também prevê a entrega do Prêmio Re-Destaque, destinado ao reconhecimento de empresas e iniciativas do setor.

Para Luiz Alberto Baptista, presidente do SimReciclo, o encontro busca aproximar sustentabilidade, desenvolvimento econômico e novas oportunidades de investimento.

A programação termina nesta quarta-feira (21).

O que você precisa saber

  • Evento: Recicla Summit 2026 — Vitrine da Reciclagem.

  • Data: 20 e 21 de outubro de 2026.

  • Horário: das 8h às 18h.

  • Local: Auditório da Findes, Vitória (ES).

  • Entrada: gratuita.

  • Destaques: reaproveitamento de cascas de marisco e café, reciclagem de pneus, óleo de cozinha e plástico, além de inteligência artificial aplicada à gestão de resíduos.

  • Inscrições:

    Recicla Summit 2026 — Sympla.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Recicla Summit 2026 e SimReciclo.

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Revista Conexão
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR