BELO HORIZONTE (MG) — Um menino negro da periferia embarca em uma jornada de coragem, descobertas e afirmação de sua identidade até ser simbolicamente coroado rei. Essa é a história de Dúdù, protagonista do musical infantojuvenil “Xirê – A saga do menino rei”, que será apresentado em Belo Horizonte no próximo domingo, 1º de novembro, às 16h, no Teatro Francisco Nunes.
A montagem reúne teatro, dança e ritmos como funk, samba e black soul para contar uma história sobre pertencimento, ancestralidade e valorização da infância negra. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada), com vendas pela plataforma Sympla.
O espetáculo integra o Diversão em Cena, programa da Fundação ArcelorMittal que completa 16 anos em 2026 e promove apresentações culturais gratuitas ou a preços populares em diferentes regiões do Brasil.
A história de Dúdù, o menino que se torna rei
Criado pelo Grupo de Teatro Morro Encena, coletivo artístico ligado ao Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, o musical acompanha a trajetória de Dúdù, uma criança que encontra na própria história e nas referências de sua comunidade a força necessária para enfrentar desafios.
A narrativa utiliza elementos da cultura popular e das manifestações artísticas das periferias para abordar identidade, resistência e valorização da vida de crianças e jovens negros.
Com texto e direção de Hérlen Romão, a peça foi desenvolvida de forma colaborativa por artistas negros e periféricos da capital mineira.
No palco, música, coreografia e interpretação se combinam para apresentar uma história voltada ao público infantojuvenil, mas que também propõe reflexões aos adultos.
O elenco reúne Andresa Romão, Erica Lucas, Celina Souza, Simon Oliveira e Hérlen Romão.
A direção musical foi concebida por Gil Amâncio, com preparação vocal de Tatá Santana e coreografia de Simon Oliveira.
Funk, samba e black soul fazem parte da montagem
A trilha musical é um dos elementos centrais do espetáculo. Ritmos associados à cultura negra e às periferias brasileiras ajudam a construir a identidade dos personagens e a conduzir a história.
A escolha dessas referências também está relacionada à origem do Grupo Morro Encena, que desenvolve sua produção artística a partir das experiências e manifestações culturais do Aglomerado da Serra.
Para Camila Valverde, diretora-executiva da Fundação ArcelorMittal, a apresentação contribui para aproximar diferentes públicos da produção artística das comunidades.
“O Diversão em Cena tem como missão aproximar as famílias de manifestações artísticas plurais e envolventes. Trazer a potência da cultura de favela e ritmos como o funk, o samba e o black soul em uma narrativa lúdica e emocionante reforça nosso compromisso em valorizar a produção artística local e a diversidade do nosso país”, afirma.
A apresentação terá duração de aproximadamente uma hora e contará com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Diversão em Cena completa 16 anos
Criado em 2010 pela Fundação ArcelorMittal, o Diversão em Cena busca ampliar o acesso de crianças, jovens e famílias às artes cênicas.
Segundo a instituição, o programa já alcançou aproximadamente 1,3 milhão de espectadores, com mais de três mil apresentações realizadas em cerca de 60 localidades.
Para 2026, estão previstos 166 espetáculos em 28 municípios de cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
A programação reúne produções gratuitas e apresentações com ingressos a preços populares, viabilizadas por mecanismos de incentivo à cultura e parcerias com produtores culturais.
A apresentação de “Xirê – A saga do menino rei” conta com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Fundação ArcelorMittal, e realização de O Trem – Companhia de Teatro e Governo de Minas Gerais.
Como assistir ao espetáculo
TEATRO • BELO HORIZONTE
Xirê – A saga do menino rei
Grupo de Teatro Morro Encena
Domingo, 01/11
16h
Teatro Francisco Nunes
Parque Municipal Américo Renné Giannetti, Avenida Afonso Pena, 1.321, Centro, Belo Horizonte (MG).
R$ 20 inteira • R$ 10 meia-entrada
Interpretação em Libras
Duração de 60 minutos. Indicação etária: a partir de 6 anos, conforme o serviço divulgado pela organização.
Comprar ingressos no Sympla
Fonte: Fundação ArcelorMittal e produção do espetáculo.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se