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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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Caso Miss Brasil levanta dúvida sobre internação prolongada na gravidez

Ginecologista explica em quais situações gestantes precisam permanecer no hospital por semanas ou até o parto e quais cuidados ajudam a proteger mãe e bebê

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Caso Miss Brasil levanta dúvida sobre internação prolongada na gravidez
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A internação da modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, eleita Miss Brasil Supranational 2026, chamou a atenção para uma situação que costuma provocar dúvidas entre gestantes e familiares: por que algumas mulheres precisam permanecer no hospital por semanas ou até o nascimento do bebê?

Segundo informações divulgadas pela equipe da modelo, Lara está internada no Espírito Santo e deverá permanecer hospitalizada por orientação médica, sob acompanhamento durante a gestação. O estado dela e do bebê foi informado como estável. Os detalhes do quadro clínico não foram divulgados.

Por isso, não é possível relacionar a internação da modelo a uma causa específica. De forma geral, porém, a permanência prolongada no hospital pode ser indicada quando alguma condição da gestante ou do bebê exige acompanhamento mais frequente.

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“Em algumas situações, a mãe e o bebê estão estáveis, mas existe a possibilidade de uma mudança rápida no quadro. Permanecer no hospital permite monitorização mais frequente e intervenção imediata, caso seja necessário”, explica Priscila Nogueira, ginecologista da Unimed Sul Capixaba.

Quais situações podem exigir internação

Entre as condições que podem levar uma gestante a permanecer hospitalizada estão pré-eclâmpsia, hipertensão de difícil controle, sangramentos, placenta prévia, ruptura prematura da bolsa e ameaça de parto prematuro.

Alterações importantes no crescimento do bebê, redução do líquido amniótico, determinadas gestações gemelares e doenças maternas, como cardiopatias e diabetes de difícil controle, também podem exigir acompanhamento hospitalar.

A indicação depende das características de cada caso, da idade gestacional e dos riscos para mãe e bebê.

A internação, entretanto, não significa necessariamente que exista uma situação grave naquele momento. Em determinados casos, funciona como medida preventiva, permitindo que qualquer alteração seja identificada rapidamente.

A permanência pode durar dias ou semanas e, em algumas circunstâncias, chegar até o parto.

Risco de parto prematuro exige atenção

A ameaça de parto prematuro está entre as situações que podem levar à hospitalização.

Nesses casos, a equipe médica avalia sinais de trabalho de parto, condições do colo do útero, presença de infecção, sangramento, perda de líquido e o bem-estar do bebê.

Dependendo da idade gestacional e das condições clínicas, podem ser utilizados medicamentos para reduzir temporariamente as contrações. Corticoides também podem ser indicados para acelerar a maturação pulmonar do bebê e, em determinadas situações, o sulfato de magnésio pode ser empregado para neuroproteção fetal.

“O objetivo não é prolongar a gravidez a qualquer custo, mas ganhar tempo enquanto isso continuar sendo seguro para a mãe e para o bebê”, ressalta Priscila.

Pré-natal ajuda a identificar alterações

O acompanhamento pré-natal permite monitorar a saúde da gestante e o desenvolvimento do bebê, além de identificar alterações que possam exigir exames complementares ou mudanças na condução da gravidez.

A médica ressalta que algumas complicações podem ocorrer mesmo quando a mulher segue corretamente as orientações recebidas durante a gestação.

Sangramento, perda de líquido, contrações regulares antes do período esperado para o parto, dor abdominal intensa e redução significativa dos movimentos do bebê estão entre os sinais que precisam de avaliação médica imediata.

“Várias complicações obstétricas podem acontecer mesmo quando a mulher faz tudo corretamente. O acompanhamento adequado permite reconhecer precocemente qualquer alteração e agir no momento certo”, afirma.

O que você precisa saber

Internação prolongada: pode ser necessária quando mãe ou bebê precisam de acompanhamento que não pode ser feito com a mesma segurança fora do hospital
Estabilidade: permanecer internada não significa necessariamente que exista um quadro grave naquele momento
Possíveis causas: pré-eclâmpsia, hipertensão, sangramento, ruptura da bolsa, risco de parto prematuro e alterações fetais estão entre as situações possíveis
Tempo de internação: pode variar de alguns dias a semanas ou se estender até o parto
Sinais de alerta: sangramento, perda de líquido, contrações precoces, dor abdominal intensa ou redução dos movimentos do bebê exigem avaliação médica
Caso de Lara Marina: a causa específica da internação não foi divulgada; portanto, não deve ser associada a nenhuma dessas condições sem confirmação.

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