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Terça-feira, 12 de Maio 2026

Saúde

Febre do Oropouche: 8 casos da doença são confirmados no ES; veja sintomas

Saiba o que é e como prevenir a doença que tem sintomas parecidos com os da dengue.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Febre do Oropouche: 8 casos da doença são confirmados no ES; veja sintomas
Reprodução/Freepik @jcomp
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Foi confirmada na tarde desta terça-feira (23), a circulação da Febre do Oropouche no Espírito Santo. O trabalho de investigação foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES).

Segundo a secretaria de estado da Saúde (Sesa-ES), 1.872 amostras foram analisadas por meio de RT-PCR desde o último dia 1º de abril. Ao todo, 8 casos foram identificados: 

  • 5 de amostras encaminhadas por Colatina;
  • Segundo a secretaria de estado da Saúde (Sesa-ES), 1.872 amostras foram analisadas por meio de RT-PCR desde o último dia 1º de abril. Ao todo, 8 casos foram identificados: 

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  • 5 de amostras encaminhadas por Colatina;

  • Ainda de acordo com a pasta, apesar de terem sido identificados oito casos, a positividade para a Febre Oropouche ainda é baixa (0,42%).

    “É uma doença que não apresenta letalidade, até o momento, e tem sintomas muito parecidos com os da dengue – febre, dor no corpo e dores nas articulações. É essencial o diagnóstico laboratorial para um acompanhamento efetivo dos casos, bem como as ações de vigilância epidemiológica municipais para monitoramento da situação”, destacou o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso.

     

    O que é a Febre do Oropouche?

  • A doença é causada por um arbovírus, ou seja, víruas transmitido por artrópodes. Trata-se de um inseto bem pequeno, de um a três milímetros, popularmente conhecido como "maruim" ou "mosquito pólvora". 

    A coloração varia de cinza a castanho escuro e possui asas curtas e largas. Está geralmente associado a regiões com maior umidade e presença de matéria orgânica.

    A doença apresenta grande potencial de transmissão e disseminação, com capacidade de causar surtos e epidemias em áreas urbanas. Não há vacina e tratamento específico disponíveis.

    Como acontece a transmissão

Há dois ciclos de transmissão descritos: silvestre e urbano. Até o momento não há evidência de transmissão direta de pessoa a pessoa. 

Após a infecção, o vírus permanece no sangue dos indivíduos infectados por 2-5 dias após o início dos primeiros sintomas. O período de incubação intrínseca do vírus (em humanos) pode variar entre 3 e 8 dias após a infecção pela picada do vetor.

Conheça os sintomas

As manifestações clínicas da infecção por OROV são parecidas com o quadro clínico de outras arboviroses, como denguechikungunya e febre amarela, embora os aspectos ecoepidemiológicos dessas arboviroses sejam distintos.

- Febre de início súbito;

- Cefaleia (dor de cabeça);

- Mialgia (dor muscular);

- Artralgia (dor articular). 

- Tontura;

- Dor retro-ocular;

- Calafrios;

- Fotofobia;

- Náuseas;

Vômitos.

Casos com acometimento do sistema nervoso central (por exemplo, meningite asséptica e meningoencefalite), especialmente em pacientes imunocomprometidos, e com manifestações hemorrágicas (petéquias, epistaxe, gengivorragia) podem ocorrer.

Parte dos pacientes pode apresentar recidiva, com manifestação dos mesmos sintomas ou apenas febre, cefaleia e mialgia após 1 a 2 semanas a partir das manifestações iniciais. 

Os sintomas duram de 2 a 7 dias, com evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves. Não há relatos de óbitos associados à infecção pelo OROV.

As picadas do vetor costumam causar bastante incômodo e reações alérgicas. Não existe tratamento específico para a doença. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

Casos de febre Oropoche no Espírito Santo

A identificação do vírus faz parte de uma estratégia de análise molecular para arboviroses que são testadas simultaneamente a partir de uma única amostra, por meio da RT-PCR realizada pelo Lacen/ES

“Cinco anos atrás, este tipo de procedimento poderia demorar muitas semanas, pois eram apenas realizadas fora do Estado, necessitando envio para laboratórios de referência”, destacou o diretor do Lacen, Rodrigo Rodrigues.

O Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde (Sesa) elaborou uma nota técnica de orientações aos municípios na conduta do manejo de casos confirmados. O boletim com dados sobre a doença será divulgado quinzenalmente no site mosquito.saude.es.gov.br.

Como prevenir

As medidas para a prevenção da febre de Oropouche envolvem o manejo mecânico do ambiente e medidas de proteção individual. 

Manejo mecânico: mantenha árvores e arbustos podados, de forma a aumentar a insolação no solo, retire o excesso de matéria orgânica (folhas, frutos e etc.); mantenha terrenos baldios livre de matos, dependendo da situação, e o plantio de grama pode ajudar a manter a população de maruins sob controle. Abrigos de animais (aves, suínos, bovinos e outros) devem permanecer sempre limpos.

Medidas de proteção individual: o uso de repelentes e roupas compridas pode ajudar a diminuir as picadas. 

Telas em portas e janelas, como barreiras físicas, recomendados em alguns casos, não surtem muito efeito devido à necessidade dessas telas terem uma gramatura muito pequena, e esse fato acaba por reduzir a circulação de ar dentro dos imóveis. 

FONTE/CRÉDITOS: Folha Vitória

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