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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
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Feminicídios caem no Espírito Santo, mas aumento de descumprimento de medidas protetivas acende alerta

Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta redução nas mortes de mulheres por violência de gênero, enquanto cresce o número de agressores que desrespeitam ordens judiciais

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Feminicídios caem no Espírito Santo, mas aumento de descumprimento de medidas protetivas acende alerta
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O Espírito Santo registrou uma redução no número de feminicídios em 2025, mas os dados mais recentes sobre violência contra a mulher mostram que o desafio está longe de ser superado. Levantamento do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que, ao mesmo tempo em que houve queda nas mortes por feminicídio, aumentaram significativamente os casos de descumprimento de medidas protetivas concedidas pela Justiça.

Os indicadores reforçam que, apesar dos avanços no enfrentamento da violência de gênero, a efetividade das medidas de proteção continua sendo um dos principais desafios para garantir a segurança das vítimas.

Feminicídios apresentam redução

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Segundo o anuário, o Espírito Santo registrou 35 feminicídios em 2025, contra 41 casos em 2024, uma redução de aproximadamente 15%.

Também houve queda no total de homicídios de mulheres no Estado, que passou de 94 para 75 ocorrências, indicando uma redução superior a 20% no período analisado.

Apesar da diminuição dos casos, o feminicídio continua representando uma parcela significativa das mortes violentas de mulheres no Estado.

Descumprimento de medidas protetivas cresce

Enquanto os índices de feminicídio recuaram, aumentou o número de agressores que desobedeceram medidas protetivas determinadas pela Justiça.

Os registros passaram de 2.658 para 3.435 casos, representando um crescimento de aproximadamente 28% em apenas um ano.

Esse aumento indica que muitas vítimas continuam expostas ao risco mesmo após a concessão de medidas judiciais destinadas à sua proteção.

Tentativas de feminicídio também aumentaram

Outro dado que preocupa é o crescimento das tentativas de feminicídio.

Em 2025, foram contabilizadas 66 tentativas, contra 60 no ano anterior, demonstrando que os episódios de violência extrema continuam presentes, mesmo diante da redução dos casos consumados.

O levantamento também aponta aumento nas tentativas de homicídio contra mulheres em geral, reforçando a necessidade de ações preventivas e de proteção.

Proteção ainda enfrenta desafios

O estudo mostra que algumas vítimas assassinadas possuíam medida protetiva de urgência em vigor no momento do crime, evidenciando as dificuldades para garantir o cumprimento efetivo das determinações judiciais.

Especialistas responsáveis pela análise do anuário destacam que a legislação representa um importante instrumento de proteção, mas defendem o fortalecimento das ações preventivas, do monitoramento dos agressores e da atuação integrada entre os órgãos de segurança e proteção social.

Segundo as pesquisadoras, a violência letal costuma ser precedida por sinais como ameaças, perseguições, agressões psicológicas e controle da vítima, tornando fundamental a intervenção ainda nas fases iniciais do ciclo de violência.

Enfrentamento exige ações permanentes

Os dados reforçam que o combate à violência contra a mulher depende não apenas da punição dos autores, mas também de políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento das vítimas, fiscalização das medidas protetivas e ampliação da rede de apoio.

Especialistas defendem que o fortalecimento dessas estratégias pode contribuir para reduzir tanto os episódios de violência quanto os riscos de feminicídio.

O que você precisa saber

• O Espírito Santo registrou queda de cerca de 15% nos feminicídios em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

• O número de homicídios de mulheres também apresentou redução em relação ao ano anterior.

• Os casos de descumprimento de medidas protetivas cresceram aproximadamente 28%, indicando maior desobediência às decisões judiciais.

• As tentativas de feminicídio aumentaram durante o mesmo período, demonstrando que a violência de gênero continua sendo um desafio.

• Parte das vítimas de feminicídio possuía medida protetiva ativa quando o crime ocorreu.

• Especialistas defendem o fortalecimento da prevenção, da fiscalização das medidas protetivas e da rede de proteção às mulheres.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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