O Instituto Atlântico mobilizou mais de R$ 71 milhões em investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) desde que passou a atuar como unidade credenciada da Embrapii, em junho de 2023. No período, foram desenvolvidos 25 projetos em parceria com empresas de nove estados brasileiros, com foco na aplicação de novas tecnologias ao setor produtivo.
Os recursos são compartilhados entre a Embrapii, o Instituto Atlântico e as empresas participantes. Os projetos atenderam companhias de diferentes portes, de startups a multinacionais, e resultaram na geração de dez ativos de propriedade intelectual.
A atuação envolve tanto o desenvolvimento de novos produtos quanto a criação e o aperfeiçoamento de processos industriais. Entre as áreas que ganham espaço está a inteligência artificial, tecnologia na qual o instituto vem ampliando investimentos, pesquisas e formação de profissionais.
Em 2026, segundo os dados divulgados pela instituição, a Embrapii registrou 610 projetos contratados, responsáveis por mobilizar R$ 1 bilhão em investimentos em inovação.
Modelo divide custos e riscos
Uma das características do modelo Embrapii é o compartilhamento do investimento necessário para projetos de inovação. No caso dos trabalhos conduzidos pelo Atlântico, as empresas respondem, em média, por 52% dos recursos. A Embrapii participa com 33%, enquanto os 15% restantes são aportados pela própria unidade.
A estrutura também difere de modelos tradicionais baseados em editais. Os recursos ficam descentralizados nas unidades credenciadas, o que busca reduzir o intervalo entre a negociação com a empresa e o início do desenvolvimento tecnológico.
“O modelo da Embrapii permite que empresas compartilhem os riscos inerentes aos projetos de inovação, reduzindo a necessidade de investimento direto e acelerando o desenvolvimento de tecnologias que dificilmente seriam viabilizadas por mecanismos tradicionais de fomento”, afirma Luiz Alves, diretor de Inovação e Novos Negócios do Instituto Atlântico.
Segundo ele, outra característica é a possibilidade de participação de empresas de diferentes portes.
O desempenho da unidade é acompanhado por indicadores da Embrapii. De acordo com o Instituto Atlântico, a instituição recebeu classificação de alto nível de confiabilidade técnica no Relatório Unificado de Metas e Oportunidades (RUMO), além de registrar crescimento da carteira de projetos acima do previsto e satisfação das empresas superior à meta estabelecida.
Inteligência artificial ganha espaço
A expansão dos projetos ocorre paralelamente ao avanço da estratégia do Instituto Atlântico para inteligência artificial aplicada à indústria.
Nos últimos cinco anos, a instituição afirma ter desenvolvido 114 projetos envolvendo IA e capacitado mais de 350 profissionais na área. O instituto também participa de estudos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), incluindo discussões sobre a Pilha Nacional de Inteligência Artificial e diretrizes para o desenvolvimento da tecnologia no país.
Outra frente de pesquisa é a chamada GreenAI, voltada à busca por modelos e aplicações de inteligência artificial com maior eficiência e menor impacto ambiental.
A instituição busca se posicionar como um centro de excelência em IA, reunindo pesquisa aplicada, projetos em parceria com empresas, formação profissional e iniciativas de aceleração de startups.
A expectativa é intensificar a conexão entre pesquisa e setor produtivo, com o uso da inteligência artificial em processos de transformação digital e no desenvolvimento de soluções para segmentos considerados estratégicos da indústria.
Atlântico completa 25 anos
O Instituto Atlântico completa 25 anos em 2026. A instituição privada de ciência e tecnologia, sem fins lucrativos, atua em Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Educação, principalmente nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, indústria eletroeletrônica, energia e Indústria 4.0.
Instituído pelo CPQD e pela Padtec, tem sede em Fortaleza e desenvolve projetos apoiados por mecanismos como Lei de Informática, Lei do Bem, P&D Aneel e Embrapii.
A organização também atua na aceleração de startups, em iniciativas de Corporate Venture Capital e na formação de profissionais por meio da marca Avanti. No exterior, mantém atuação por meio do Atlântico Global, com soluções voltadas a empresas de tecnologia nos Estados Unidos e no Canadá.
Atualmente, o instituto reúne mais de 600 colaboradores. Segundo os dados institucionais, mulheres ocupam 41% dos cargos de liderança e o índice interno de satisfação supera 88%.
Em 2025, o Atlântico ficou em primeiro lugar no ranking Great Place to Work (GPTW) no Ceará e na 23ª posição nacional entre empresas de médio porte. Foi o oitavo ano consecutivo em que a instituição apareceu no levantamento.
O que você precisa saber
Investimentos mobilizados: mais de R$ 71 milhões
Projetos de PD&I: 25 desde junho de 2023
Abrangência: empresas de nove estados
Propriedade intelectual: dez ativos gerados
Projetos envolvendo IA: 114 nos últimos cinco anos
Profissionais capacitados em IA: mais de 350
Equipe: mais de 600 colaboradores
Áreas de atuação: TIC, energia, indústria eletroeletrônica, Indústria 4.0 e inteligência artificial
Sede: Fortaleza (CE)

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