Revista Conexão

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 28 de Abril 2026

Política

Maioria dos brasileiros não se identifica com extremos políticos, aponta pesquisa

Estudo revela que seis grupos ideológicos compõem o cenário político nacional e que 54% da população está fora da polarização

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Maioria dos brasileiros não se identifica com extremos políticos, aponta pesquisa
Imagem gerada por IA
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Uma pesquisa nacional realizada pelo think tank More in Common, em parceria com a Quaest, revelou que o Brasil não está dividido apenas entre esquerda e direita, como se costuma imaginar. O estudo, que ouviu 10 mil brasileiros de todas as regiões do país, identificou seis grupos políticos distintos, com diferentes níveis de engajamento e visões sobre a sociedade.

Segundo o levantamento, os dois polos mais radicalizados — os chamados Progressistas Militantes, à esquerda, e os Patriotas Indignados, à direita — representam juntos apenas 11% da população brasileira. Ainda assim, esses grupos, apesar de pequenos, exercem influência desproporcional sobre o debate público.

“Quando os extremos dominam a conversa, criam a falsa impressão de que todos precisam escolher um lado nessa guerra, afastando a maioria silenciosa, que não se reconhece nesse confronto”, resume o relatório.

Publicidade

Leia Também:

A maioria silenciosa

A chamada “maioria invisível”, composta pelos grupos Cautelosos (27%) e Desengajados (27%), soma 54% da população. São brasileiros que não se identificam com os extremos, têm preocupações práticas e cotidianas e evitam confrontos ideológicos.

Além deles, o estudo também identificou dois grupos de posições mais moderadas: a Esquerda Tradicional (14%) e os Conservadores Tradicionais (21%), que participam menos de embates políticos e mantêm opiniões equilibradas.

Efeitos da polarização

De acordo com os pesquisadores, os grupos mais radicais acabam pautando o discurso nacional, amplificados por redes sociais e pela mídia, o que gera uma sensação de divisão maior do que realmente existe. Esse cenário contribui para o afastamento da maioria, reduz a qualidade do debate público e fragiliza a democracia participativa.

“Esse afastamento enfraquece nossa capacidade de construir soluções coletivas e permite que grupos minoritários, mas barulhentos, ditem a agenda política do país”, afirma o relatório.

Diálogo como saída

A pesquisa conclui que a política autêntica só pode florescer em ambientes de diálogo respeitoso, nos quais pessoas com diferentes perspectivas reconhecem a legitimidade umas das outras.

“Não se trata de gritar mais alto que os extremos, mas de elevar o nível do debate, com bom senso e disposição para construir pontes onde outros constroem muros”, destaca o texto.

O que você precisa saber

  • A pesquisa ouviu 10 mil brasileiros de todas as regiões.

  • Foram identificados seis grupos políticos distintos.

  • Os extremos somam apenas 11% da população.

  • 54% dos brasileiros estão fora da polarização e priorizam questões cotidianas.

  • O estudo defende o diálogo e o respeito às diferenças como base para o fortalecimento da democracia.

Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Revista Conexão
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR