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Nater Coop exporta café para 17 países e amplia presença do Espírito Santo no mercado internacional

Com mais de 25 mil cooperados, empresa sediada em Santa Maria de Jetibá fortalece a comercialização de cafés conilon e arábica no exterior; café e derivados movimentaram US$ 1,79 bilhão nas exportações capixabas em 2025

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Nater Coop exporta café para 17 países e amplia presença do Espírito Santo no mercado internacional
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SANTA MARIA DE JETIBÁ (ES) — O café produzido nas propriedades rurais do Espírito Santo está chegando a consumidores de diferentes partes do mundo. Somente entre janeiro e setembro de 2026, a Nater Coop, cooperativa sediada em Santa Maria de Jetibá, exportou o grão para 17 países, ampliando as oportunidades comerciais para produtores de café conilon e arábica.

A atuação internacional acompanha o peso da cafeicultura na economia capixaba. Em 2025, café e derivados representaram 55,7% das exportações do agronegócio estadual, com receita de US$ 1,79 bilhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).

No mesmo período, as exportações do agronegócio capixaba somaram US$ 3,21 bilhões, com produtos enviados a 133 países. O setor respondeu por 30,7% de tudo o que o Espírito Santo vendeu ao mercado internacional.

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Cooperativa conecta produtores a compradores internacionais

Com mais de 25 mil cooperados no Espírito Santo e em Minas Gerais, a Nater Coop atua em diferentes etapas da cadeia produtiva do café, desde a orientação aos agricultores até a comercialização no exterior.

A cooperativa compra, beneficia, padroniza e comercializa cafés conilon e arábica. Para isso, mantém uma estrutura com seis armazéns e dez pontos de compra, responsáveis pelo recebimento e pela preparação dos grãos.

Atualmente, cerca de 30% do volume de café comercializado pela cooperativa é destinado à exportação. Ao longo de sua história, a Nater Coop já enviou produtos para mais de 40 países.

A presença em diferentes mercados permite ampliar as alternativas de comercialização para os cooperados, embora os resultados financeiros dependam de fatores como preços internacionais, qualidade dos grãos, câmbio e custos de produção.

“Nosso papel é fazer o café do cooperado chegar ao mundo com qualidade e valor justo. Esse trabalho começa na lavoura, com orientação técnica e boas práticas, passa pelo recebimento, pela preparação e pela comercialização e chega à exportação”, afirma Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

Assistência técnica começa antes da colheita

A atuação da cooperativa no mercado externo depende também do trabalho realizado nas propriedades rurais.

Segundo a Nater Coop, aproximadamente 100 profissionais de assistência técnica orientam os produtores sobre adubação, correção do solo, irrigação e uso responsável de defensivos agrícolas.

Essas práticas influenciam a produtividade, a qualidade e a padronização do café, características importantes para atender às exigências dos compradores.

A cooperativa também mantém 42 lojas agropecuárias, sendo 34 no Espírito Santo e oito em Minas Gerais.

Em Santa Maria de Jetibá, inaugurou ainda uma assistência técnica autorizada para drones agrícolas, ampliando o acesso dos produtores a tecnologias utilizadas no manejo das lavouras.

Para Bellardt, o trabalho de orientação técnica também está relacionado à permanência das famílias no campo.

“Sustentabilidade, para nós, também passa por manter a lavoura produtiva, preservar os recursos naturais e contribuir para que as famílias permaneçam no campo com renda”, destaca.

Café movimentou US$ 1,79 bilhão em exportações capixabas

US$ 1,79 bi

Exportações de café e derivados em 2025

55,7%

Participação na receita exportadora do agronegócio capixaba

5,4 mi

Sacas de café cru exportadas pelo ES em 2025

17 países

Destinos das exportações da Nater Coop até setembro de 2026

Fontes: Seag, Governo do Espírito Santo e Nater Coop.

O Espírito Santo ocupa a segunda posição na produção brasileira de café e lidera o cultivo nacional de conilon.

A importância econômica da atividade também aparece nos municípios do interior. Segundo dados divulgados pelo Governo do Estado, a cafeicultura está presente em 69,7% das propriedades rurais capixabas e gera mais de 400 mil empregos diretos e indiretos.

A produção de café representa ainda mais da metade do Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual, indicador que mede o valor econômico gerado pelas atividades agropecuárias.

No comércio exterior, o Espírito Santo exportou aproximadamente 5,4 milhões de sacas de café cru em grãos em 2025, movimentando US$ 1,57 bilhão, conforme levantamento da Seag.

A diferença entre esse valor e os US$ 1,79 bilhão registrados para café e derivados está relacionada à abrangência das categorias consideradas nas estatísticas.

Do interior capixaba para o mundo

A expansão das exportações também reflete a organização da produção e a capacidade de atender compradores com diferentes exigências.

Para os agricultores associados à Nater Coop, a estrutura de armazenagem, beneficiamento e comercialização permite participar do mercado internacional por meio da cooperativa, sem precisar negociar individualmente todas as etapas de uma exportação.

Com 62 anos de história, a Nater Coop reúne cerca de 1.240 colaboradores e mantém atividades em outros segmentos do agronegócio, como especiarias, nutrição animal, ovos, laticínios e postos de combustíveis.

Entre suas marcas estão Veneza, Pronova, Liva e Rações Coope.

O avanço internacional do café capixaba ganhou destaque em outubro, mês em que se celebra o Dia Internacional do Café, em 1º de outubro. A data reconhece a importância da cadeia produtiva para a economia, o emprego e a renda de milhões de famílias.

No Espírito Santo, onde a cafeicultura faz parte da história e da economia de dezenas de municípios, o comércio exterior amplia a conexão entre a produção rural e os mercados consumidores internacionais.

O que você precisa saber

  • Cooperativa: Nater Coop, sediada em Santa Maria de Jetibá.

  • Exportações em 2026: café enviado a 17 países até setembro.

  • Cooperados: mais de 25 mil no Espírito Santo e em Minas Gerais.

  • Estrutura cafeeira: seis armazéns e dez pontos de compra.

  • Volume exportado: cerca de 30% do café comercializado pela cooperativa.

  • Histórico internacional: produtos enviados a mais de 40 países.

  • Exportações capixabas em 2025: US$ 1,79 bilhão em café e derivados, equivalente a 55,7% das vendas externas do agronegócio estadual.

  • Produção: o Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café conilon e o segundo maior produtor de café do país.

Fonte: Nater Coop, Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e Governo do Espírito Santo. Fotos: Divulgação.

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