Um copo caiu no chão, um prato quebrou ou uma embalagem de vidro se partiu. O primeiro impulso pode ser recolher os pedaços e colocá-los diretamente no lixo, mas essa atitude aparentemente simples pode representar risco de cortes e acidentes para os trabalhadores responsáveis pela coleta.
Na Serra, a orientação da Secretaria de Serviços (Sese) é proteger adequadamente os materiais cortantes antes de descartá-los. Cacos de vidro devem ser colocados em recipientes resistentes, fechados e identificados para que os coletores saibam o que existe dentro da embalagem.
E atenção: nem todo vidro deve ser colocado na coleta seletiva. Lâmpadas, espelhos, vidros automotivos e outros materiais possuem formas específicas de descarte.
Como descartar vidro quebrado corretamente?
Os pequenos cacos e fragmentos podem ser colocados dentro de garrafas PET ou embalagens cartonadas, como caixas de leite e suco, devidamente cortadas, fechadas e lacradas.
Outra possibilidade é utilizar caixas de papelão reforçadas ou envolver o material em papelão, jornal ou outra proteção capaz de impedir o contato direto com as partes cortantes.
Depois, é fundamental identificar a embalagem com avisos como:
“CONTÉM VIDRO” ou “VIDRO QUEBRADO”.
A identificação alerta os profissionais responsáveis pela coleta e permite um manuseio mais seguro.
Também é recomendado utilizar luvas ou pá e vassoura para recolher os fragmentos, evitando pegar os cacos diretamente com as mãos.
Nem todo vidro vai para a coleta seletiva
Garrafas e potes de vidro podem fazer parte da reciclagem, mas outros materiais popularmente chamados de vidro possuem características diferentes.
Segundo a orientação divulgada, não devem ser destinados à coleta seletiva:
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vidros automotivos temperados;
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vidros laminados;
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espelhos;
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vidros refratários;
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porcelanas e cerâmicas;
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lâmpadas fluorescentes.
Esses materiais apresentam composições e pontos de fusão diferentes, o que pode comprometer o processo de reciclagem quando misturados ao vidro comum.
Lâmpadas exigem atenção especial
Embora também possam quebrar e provocar acidentes, as lâmpadas possuem uma orientação específica.
Elas não devem ser descartadas na coleta domiciliar, na coleta seletiva ou nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) da Prefeitura.
A destinação indicada é exclusivamente aos Pontos de Logística Reversa credenciados, conforme previsto pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Quando quebradas, devem ser acondicionadas de forma segura e identificadas. No caso de lâmpadas inteiras ou materiais maiores, a recomendação é reforçar a proteção com papelão e fita adesiva.
E seringas e agulhas?
Seringas e agulhas representam um risco ainda maior porque, além de perfurações, existe a possibilidade de contaminação.
Por isso, não devem ser colocadas no lixo comum nem na coleta seletiva.
A orientação é encaminhar esses materiais ao posto de saúde mais próximo.
Uma atitude simples pode evitar acidentes
O cuidado com o descarte ganha dimensão ainda maior quando se considera o volume de resíduos produzido diariamente.
Na Serra, os mais de 580 mil habitantes geram aproximadamente 430 toneladas de lixo por dia, encaminhadas ao aterro sanitário.
Nesse processo, trabalhadores lidam diariamente com sacos, caixas e recipientes descartados pela população. Quando materiais cortantes são colocados sem proteção, eles podem atravessar embalagens e provocar acidentes.
Por isso, antes de colocar um vidro quebrado para descarte, três atitudes fazem diferença: embalar, lacrar e identificar.
O que você precisa saber
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Cacos de vidro: coloque em recipiente resistente, como garrafa PET, embalagem cartonada ou caixa de papelão reforçada.
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Identificação: escreva “contém vidro” ou “vidro quebrado”.
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Proteção: nunca deixe pontas ou partes cortantes expostas.
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Ao recolher: prefira luvas ou pá e vassoura e evite contato direto com os fragmentos.
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Lâmpadas: devem ser encaminhadas a Pontos de Logística Reversa credenciados.
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Seringas e agulhas: devem ser levadas ao posto de saúde mais próximo.
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Coleta seletiva: espelhos, vidros automotivos, laminados e refratários, porcelanas, cerâmicas e lâmpadas fluorescentes não devem ser misturados ao vidro reciclável comum.
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Regra principal: embale, lacre e identifique antes de descartar.

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