BELO HORIZONTE (MG) — A Quik Cia de Dança inicia as comemorações de seus 26 anos com o projeto “Encontro de Improvisadores — uma nova criação se faz agora”. A primeira apresentação será nesta terça-feira (22), às 19h, no Teatro Marília, em Belo Horizonte, com entrada gratuita.
Criado pelos bailarinos Letícia Carneiro e Rodrigo Quik, fundadores da companhia e ex-integrantes do Grupo Corpo, o projeto terá três encontros abertos ao público. Depois da estreia, haverá apresentações no sábado (26), às 16h, na Praça Floriano Peixoto, em Belo Horizonte, e em 3 de outubro, às 17h, na sede da Quik Cia de Dança, em Nova Lima.
A proposta coloca dança, música e iluminação em processo de criação simultânea. Os bailarinos improvisam enquanto músicos e iluminador também constroem a apresentação ao vivo. Não há, portanto, uma coreografia fechada que simplesmente se repete de uma sessão para outra.
Participam Letícia Carneiro, Rodrigo Quik, Guilherme Morais, Heleno Carneiro, Marise Dinis e Raquel Pires. A música será executada por Gladson Braga, Thiago Miotto e Rodrigo Salvador, com iluminação de Geraldo Octaviano. Marise Dinis assina a provocação artística.
Improvisação marca trajetória da companhia
Embora ganhe uma nova configuração nas comemorações dos 26 anos, o improviso faz parte da pesquisa da Quik há quase duas décadas. Em 2008, Letícia e Rodrigo começaram a reunir artistas de diferentes áreas em experiências de criação em tempo real.
Agora, o formato retorna conectado à trajetória construída pela companhia desde sua criação.
“Não é celebrar as mais de duas décadas de história com o formato tradicional de temporada. Queremos manter o corpo e a cena em permanente estado de processo, pesquisa e criação viva”, afirma Rodrigo Quik.
Segundo ele, a busca por novos caminhos acompanha a companhia desde o início. “Ao longo desses 26 anos, temos buscado permanentemente nos provocar para não cair no lugar comum e na acomodação.”
A parceria artística entre Rodrigo e Letícia também atravessa boa parte dessa história. Os dois tiveram formação no Grupo Corpo e, posteriormente, construíram juntos a Quik, conciliando a trajetória profissional com a vida familiar.
“A maturidade vem com o tempo. É preciso exercitar o respeito, a compreensão e a capacidade de dar espaço ao outro”, afirma Letícia Carneiro.
Repertório inspira novas criações
Para construir os encontros, a companhia voltou a três trabalhos de seu repertório: “Rua”, de 2001; “Formas e Linhas”, de 2006; e “Tecituras”, de 2014.
As obras, no entanto, não serão remontadas. Elementos desses espetáculos servem como pontos de partida para novas composições produzidas durante as apresentações.
“Rua”, primeiro trabalho da companhia, explora situações que poderiam acontecer no espaço urbano, transitando entre registros cômicos, lúdicos, dramáticos e violentos. O espetáculo se tornou um dos mais apresentados da trajetória da Quik.
Em “Formas e Linhas”, a pesquisa se concentrou na relação entre movimento, espaço, cenografia e música. Já “Tecituras” aprofundou a investigação sobre improvisação estruturada e o diálogo da dança com música ao vivo, arquitetura e espaços públicos.
“Não é uma reprodução, mas uma reconstrução de cada obra a partir da improvisação”, explica Marise Dinis.
Diferentes gerações dividem a cena
Outro eixo do projeto é o encontro entre artistas de idades e percursos distintos. Entre eles está Heleno Carneiro, de 28 anos, filho de Letícia Carneiro e Rodrigo Quik.
Para os fundadores, a presença do filho no palco acrescenta uma dimensão geracional à celebração dos 26 anos da companhia.
“Esse encontro entre pais e filho no palco simboliza o afeto, a continuidade criativa e o entrelaçamento entre vida, corpo e arte que marcam nossos 26 anos da Quik”, diz Letícia.
A combinação também ocorre entre os músicos. Rodrigo Salvador e Thiago Miotto já possuem uma relação artística de longa data com a companhia, enquanto Gladson Braga acrescenta uma nova colaboração ao projeto.
“Essa mistura de gerações nos interessa muito: colocar lado a lado experiências, idades, trajetórias e modos diferentes de pensar e fazer arte”, afirma Rodrigo.
Apresentações são gratuitas
A abertura será nesta terça-feira (22), às 19h, no Teatro Marília. No sábado (26), o projeto deixa o teatro e ocupa a Praça Floriano Peixoto, no bairro Santa Efigênia, às 16h.
O encerramento será em 3 de outubro, às 17h, na Com.Vida — Casa das Artes, sede da Quik Cia de Dança, em Nova Lima.
As três apresentações são gratuitas. Para as sessões no Teatro Marília e na sede da companhia, os ingressos podem ser retirados antecipadamente pelo Sympla. Também haverá retirada presencial, conforme disponibilidade. Na Praça Floriano Peixoto, o acesso é livre.
Os encontros têm duração aproximada de 50 minutos e classificação indicativa de 12 anos. O projeto é viabilizado pela Lei Aldir Blanc — Estado de Minas Gerais, por meio do Edital 6 — Produção de Obras.
O que você precisa saber
Encontro de Improvisadores — uma nova criação se faz agora
22 de setembro: 19h — Teatro Marília, Belo Horizonte
26 de setembro: 16h — Praça Floriano Peixoto, Belo Horizonte
3 de outubro: 17h — sede da Quik Cia de Dança, Nova Lima
Entrada: gratuita
Classificação: 12 anos
Duração: 50 minutos
Informações: @quikciadedanca

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