A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim confirmou, nesta quinta-feira (22), a exoneração — a pedido — do secretário municipal de Administração, Amós Marcelino. A decisão será publicada no Diário Oficial do Município na edição desta sexta-feira (23). A medida ocorre após a circulação, em rede social, de uma acusação envolvendo o nome de Amós em uma suposta tentativa de favorecimento a uma empresa em processo licitatório da área de limpeza urbana.
Com a saída do titular, o atual Controlador Geral do Município e secretário interino de Relações Institucionais, Fernando Moura, assumirá interinamente a Secretaria de Administração.
Segundo nota divulgada pela prefeitura, a saída de Amós tem como objetivo garantir a ele liberdade para apresentar sua defesa diante da repercussão do caso. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Theodorico Ferraço repudiou as insinuações, reafirmando a lisura da atuação do ex-secretário e do processo licitatório em questão.
“É palavra minha. O senhor Amós não teve qualquer participação na elaboração do processo. Inclusive, a única alteração feita no edital — sob minha responsabilidade — foi justamente para ampliar a concorrência, evitando que a exigência de mil contentores limitasse a disputa a uma única empresa”, afirmou Ferraço.
O chefe do Executivo lamentou a exposição do servidor, com quem compartilhou a gestão por vários anos, e destacou que não há qualquer denúncia formal ou desvio funcional relacionado ao ex-secretário. “Esperamos a apuração dos fatos. A verdade será esclarecida”, disse o prefeito.
Em pronunciamento oficial, Amós Marcelino classificou as acusações como "mentirosas" e disse que tomará as medidas judiciais cabíveis contra os responsáveis:
“Recebi com surpresa essa denúncia infundada. Reafirmo que minha conduta sempre foi pautada por critérios técnicos, profissionais e, acima de tudo, honestos. Pedi exoneração para me defender com tranquilidade e autonomia”, declarou.
Ele também agradeceu ao prefeito pela confiança e desejou sucesso à administração. “Sigo com a consciência tranquila e o compromisso de colaborar com o desenvolvimento de Cachoeiro, ainda que agora fora da função pública”, concluiu.
A licitação da limpeza urbana, motivo central da polêmica, segue sob os trâmites legais e será acompanhada pelos órgãos de controle, conforme informado pela Prefeitura.
