BELO HORIZONTE (MG) — Cinco centros culturais de Belo Horizonte receberão, entre novembro e dezembro, oficinas gratuitas de iniciação ao teatro de rua. As atividades fazem parte do projeto “A Rua como Palco: Memória do Teatro de Rua em BH”, que também prepara uma revista digital dedicada à produção teatral realizada nos espaços públicos da capital mineira, especialmente nas décadas de 1980 e 1990.
Idealizado pela atriz e gestora cultural Sinara Teles, em parceria com o ator, diretor e arte-educador Gil Ramos, o projeto parte da proposta de preservar e compartilhar a memória do teatro de rua e, ao mesmo tempo, aproximar novos participantes dessa linguagem artística.
As inscrições para as oficinas já estão abertas.
Cinco regiões recebem as atividades
A primeira etapa começa na próxima terça-feira, 3 de novembro, com atividades nos centros culturais Urucuia e Zilah Spósito.
No Centro Cultural Urucuia, a oficina será realizada de 3 a 7 de novembro. No Zilah Spósito, os encontros acontecem nos dias 3, 5, 10, 12 e 14 do mesmo mês.
A programação continua no Centro Cultural Bairro das Indústrias, de 24 a 28 de novembro.
Em dezembro, será a vez do Centro Cultural Jardim Guanabara, nos dias 1º, 3, 4, 5 e 10, e do Centro Cultural Venda Nova, de 8 a 12 de dezembro.
Os encontros terão jogos teatrais, práticas corporais e vocais, improvisação, exercícios de escuta, criação coletiva de cenas e atividades voltadas à presença e ao deslocamento dos participantes pelo espaço urbano.
Ao término de cada oficina, está prevista uma prática cênica aberta ao público, levando para fora da sala parte do trabalho desenvolvido durante os encontros.
A rua como espaço de criação
Mais do que oferecer uma introdução às técnicas teatrais, o projeto busca explorar uma das principais características do teatro de rua: a relação direta entre artista, cidade e público.
Nesse formato, praças, ruas e outros espaços urbanos deixam de funcionar apenas como cenário e passam a integrar a própria experiência cênica.
A proposta das oficinas é trabalhar essa relação por meio de exercícios coletivos, utilizando o movimento, a voz, a improvisação e a ocupação do espaço como elementos da formação.
Projeto vai recuperar memória das décadas de 1980 e 1990
A segunda etapa de “A Rua como Palco” terá caráter documental.
Uma revista digital reunirá relatos de artistas, fotografias, documentos, registros históricos e informações sobre a trajetória do teatro de rua em Belo Horizonte, com atenção especial à produção desenvolvida nas décadas de 1980 e 1990.
O trabalho será construído a partir de levantamento bibliográfico, pesquisas acadêmicas, jornais e materiais provenientes de acervos públicos e privados.
Também estão previstas entrevistas e depoimentos de artistas ligados à história do teatro de rua, entre eles Chico Pelúcio, Nélida Prado, Wesley Simões, Carluty Ferreira e Gil Ramos.
A publicação está prevista para o segundo semestre de 2027 e será disponibilizada gratuitamente em PDF. O projeto prevê ainda uma versão em áudio com audiodescrição.
Inscrições estão abertas
Os interessados em participar das oficinas devem preencher o formulário disponibilizado na bio do perfil @aruacomopalco, no Instagram.
O que você precisa saber
Projeto: A Rua como Palco: Memória do Teatro de Rua em BH
Atividade: oficinas gratuitas de iniciação ao teatro de rua
Período: novembro e dezembro de 2026
Locais: centros culturais Urucuia, Zilah Spósito, Bairro das Indústrias, Jardim Guanabara e Venda Nova
Conteúdo: jogos teatrais, práticas corporais e vocais, improvisação, escuta e criação coletiva
Inscrições: formulário disponível na bio do Instagram @aruacomopalco
Revista digital: lançamento previsto para o segundo semestre de 2027
Acesso à publicação: gratuito, em PDF, com previsão de versão em áudio com audiodescrição

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