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Terça-feira, 17 de Março 2026

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Chuvas históricas em MG deixam 23 mortos e colocam cidades em colapso

Juiz de Fora concentra 16 vítimas, Ubá registra sete mortes e autoridades decretam calamidade pública diante de enchentes, soterramentos e milhares de desabrigados.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Chuvas históricas em MG deixam 23 mortos e colocam cidades em colapso
Divulgação / Redes Sociais
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As fortes chuvas que atingem Minas Gerais desde o fim de semana provocaram uma das maiores tragédias climáticas recentes no estado. Até esta terça-feira (24), 23 mortes foram confirmadas em cidades da Zona da Mata mineira, com registros de desaparecidos, centenas de desabrigados e bairros inteiros isolados pela força da água.

O cenário mais grave está em Juiz de Fora, onde 16 pessoas morreram em ocorrências relacionadas aos temporais. Já em Ubá, outras sete mortes foram confirmadas. As informações foram divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, que mantém operações contínuas de busca, resgate e apoio às vítimas.

Juiz de Fora decreta calamidade e suspende aulas

Na madrugada desta terça-feira, a Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas da rede municipal por tempo indeterminado. Em vídeo publicado nas redes sociais, a prefeita Margarida Salomão afirmou que a cidade vive uma situação extrema.

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“Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O Rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica”, declarou.

Segundo a Polícia Militar, Juiz de Fora registrou ao menos 20 soterramentos, cerca de 440 desabrigados e dezenas de bairros com acesso comprometido, dificultando o deslocamento de equipes e moradores.

Ubá enfrenta maior inundação dos últimos anos

Em Ubá, o volume de chuva chegou a 170 milímetros em apenas três horas, de acordo com a Defesa Civil municipal. O Rio Ubá atingiu a marca de 7,82 metros, transbordando e alagando extensas áreas urbanas.

O prefeito José Damato Neto assinou decreto de calamidade pública nesta terça-feira (24), permitindo acelerar ações emergenciais, reforçar a coordenação entre órgãos e viabilizar pedidos de apoio aos governos estadual e federal.

Um ponto de coleta e atendimento às famílias foi instalado na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário.

Cenário de destruição e mobilização de forças

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e voluntários atuam de forma integrada em resgates, buscas por desaparecidos, remoção de famílias em áreas de risco e distribuição de donativos.

As autoridades alertam para a possibilidade de novos deslizamentos, já que o solo permanece encharcado e as previsões indicam continuidade de instabilidades climáticas nos próximos dias.

Tragédia reacende debate sobre prevenção

Especialistas apontam que episódios cada vez mais frequentes de chuvas intensas exigem investimentos estruturais em drenagem urbana, mapeamento de áreas de risco, políticas habitacionais e sistemas de alerta precoce.

Para as autoridades mineiras, o foco imediato é salvar vidas e garantir assistência às famílias atingidas, mas o episódio também reforça a urgência de planejamento de longo prazo para reduzir os impactos de eventos extremos.

📝 O que você precisa saber

  • 23 mortes confirmadas em Minas Gerais após temporais

  • Juiz de Fora registra 16 vítimas; Ubá soma sete mortes

  • Bairros ilhados, deslizamentos, enchentes e soterramentos

  • Calamidade pública decretada nas duas cidades

  • Aulas suspensas em Juiz de Fora

  • Centenas de pessoas desabrigadas e desaparecidos em apuração

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