O estudante brasiliense Daniel Vidal, de 13 anos, encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, em Brasília, para comemorar o aniversário do mandatário e defender avanços na acessibilidade e em políticas públicas para pessoas com deficiência.
Com apenas 5% da visão devido à Amaurose Congênita de Leber, o jovem revelou o desejo de também ser presidente do país e incentivar a participação política de adolescentes. Acompanhado do pai, o bancário Fernando Moura, ele faltou à aula de futebol para prestar a homenagem.
Defesa da acessibilidade e políticas públicas
Durante o breve encontro, Daniel expressou admiração por Lula, mas afirmou que gostaria de ter tido mais tempo para propor ações concretas. Entre suas ideias está a criação de um ministério exclusivo para pessoas com deficiência e a melhoria da infraestrutura urbana.
Morador da Asa Sul, em Brasília, o estudante critica a falta de mobilidade nas cidades. "Em todo lugar que eu vou, a acessibilidade é precária", lamenta, citando calçadas irregulares, ausência de rampas ou elevadores e limitações no transporte público.
Atualmente, o Governo Federal conta com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, estrutura criada no início de 2023.
Educação e consciência social
Para acompanhar as aulas, Daniel utiliza um notebook com teclado eletrônico em braille. Sua mãe, a servidora pública Raquel Vidal, destaca que a família sempre incentivou a leitura e o interesse por história, geopolítica e economia desde a infância.
Atento aos indicadores sociais, o garoto celebra avanços como a saída do Brasil do Mapa da Fome e a redução no desemprego. Ao mesmo tempo, debate com a família a importância de combater o capacitismo, o racismo e a homofobia.
Engajamento da juventude
Daniel defende que a juventude deve se envolver nos debates nacionais, mesmo antes da idade mínima para votar. Para ele, o desenvolvimento do país depende da conscientização e do engajamento dos jovens na política.
Orgulhosos, os pais torcem pelo sucesso do filho. "Eu desejo inicialmente, e acima de tudo, que ele seja feliz. Que ele tenha acesso a oportunidades", conclui a mãe, Raquel.
